Ameaça de míssil levou Trump a trocar de avião em segredo na Turquia, confirma fonte dos Serviços Secretos
- 12/08/2026 14:54
- Redação
Uma ameaça de ataque ao Air Force One com um míssil disparado a partir do ombro levou os Serviços Secretos norte-americanos a alterar, à última hora, o plano de regresso de Donald Trump aos Estados Unidos.
O alerta surgiu a 8 de julho, no último dia da passagem do Presidente por Ancara para a cimeira da NATO, e foi considerado credível e iminente.
Perante a ameaça, os responsáveis pela segurança presidencial montaram uma operação para esconder a saída de Trump da Turquia. O Presidente e um pequeno grupo de assessores foram transportados numa carrinha de catering entre o Air Force One e um C-32A sem identificação, no qual deixaram o país. A operação foi preparada com pouco tempo e decorreu num período de agravamento das tensões com o Irão.
O Air Force One levantou voo separadamente e sem o Presidente a bordo, transportando vários membros da administração norte-americana e a comitiva de jornalistas.
Entre os passageiros estavam o secretário de Estado, Marco Rubio, que tinha sido informado da manobra, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung. Seguiam também outros assessores e os 13 elementos do grupo de imprensa que acompanhava Trump.
No avião utilizado pelo Presidente seguiram o chefe adjunto de gabinete da Casa Branca, Dan Scavino, a assistente executiva Natalie Harp e o diretor de operações da Sala Oval, Walt Nauta. Trump viajou de Ancara até uma escala de reabastecimento no Reino Unido sem incidentes.
“Acho que, na verdade, o avião em que viajei corria um risco maior. Acho que corria um risco maior porque seria o avião que, na minha opinião, teriam maior probabilidade de atacar”, afirmou Trump na terça-feira, sem apresentar provas.
O grau de secretismo adotado distinguiu esta operação de outras deslocações presidenciais a zonas de guerra ou regiões consideradas de risco elevado. Nesses casos, alguns jornalistas que acompanham o Presidente costumam ser avisados antecipadamente. Desta vez, segundo a fonte informada sobre a operação, os Serviços Secretos não tiveram tempo para seguir esse procedimento.
“Estavam a tentar, à pressa, antecipar aquilo que consideravam uma ameaça credível e iminente”, disse a fonte.
A operação só se tornou conhecida mais de um mês depois e suscitou dúvidas entre comentadores e legisladores sobre a segurança dos assessores e jornalistas que permaneceram no Air Force One. A fonte sustentou que manter a manobra em segredo correspondia aos interesses de segurança de Trump, sobretudo perante a escalada das hostilidades com o Irão, país que faz fronteira com a Turquia.
Autoridades norte-americanas ficaram também alarmadas ao descobrirem que iranianos conheciam o local onde Trump estava alojado em Ancara, incluindo o piso exato do hotel.