Eurovisão: País em conflito armado ou em situação geopolítica sensível não pode receber festival

Eurovisão: País em conflito armado ou em situação geopolítica sensível não pode receber festival

  • 12/08/2026 16:35
  • Redação

O Festival Eurovisão da Canção anunciou hoje alterações às suas regras, especificando que o país vencedor, que tradicionalmente acolhe o concurso no ano seguinte, deixará de o poder fazer se estiver em guerra.

"As regras do concurso estipulam agora que a emissora vencedora ficará automaticamente inelegível para acolher o concurso se um conflito armado, uma situação geopolítica sensível ou qualquer outra situação afetar significativamente a segurança ou a estabilidade do seu Estado ou região circundante", anunciaram os organizadores da Eurovisão, em comunicado citado pela agência noticiosa "France Presse".

A "BBC", no seu "site", adianta que a alteração foi aprovada, com a auscultação das emissoras participantes, depois da edição deste ano do festival, realizada em Viena pela ORF.

Esta atualização é interpretada como uma reação à presença contínua de Israel no concurso, no meio das críticas às suas ações militares em Gaza e no Médio Oriente, refere a "BBC".

Em novembro passado, após uma tentativa falhada de suspender Israel, cinco emissoras anunciaram que iriam boicotar a competição, incluindo as "potências" da Eurovisão Espanha, com duas vitórias, em 1968 e 1969, e Irlanda, que venceu por sete vezes, em 1970, 1980, 1987, 1992, 1993, 1994 e 1996.

Apesar dos protestos, o israelita Noam Bettan alcançou, este ano, o 2.º lugar, com a canção "Michelle". A canção vencedora foi "Bangaranga", defendida por Dara, representante da Bulgária.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: