Roménia desliga única central nuclear do país por falta de água
- 13/08/2026 03:47
- Redação
A Nuclearelectrica ROSNN.BX, produtora estatal romena de energia nuclear, iniciou o processo de desconexão do seu único reactor em funcionamento da rede eléctrica devido aos níveis recorde de baixa do rio Danúbio, informou a empresa esta quinta-feira.
A seca no rio já tinha obrigado ao encerramento de um reator no final de julho. A empresa possui dois reatores de 706 megawatts em Cernavoda, no Danúbio, responsáveis por um quinto da produção energética do país.
A Roménia declarou o estado de emergência energética durante todo o mês de agosto e apelou às empresas e às residências para reduzirem voluntariamente o consumo durante as horas de ponta noturnas.
O Ministério da Energia accionou uma central termoeléctrica a lignito de 330 megawatts, informou, acrescentando que está também a contar com o aumento da geração de energia eólica e hidroeléctrica, com base na disponibilidade de água nas albufeiras, para compensar a escassez.
Devido às temperaturas ligeiramente mais baixas, a procura de energia na hora de ponta noturna deverá ser menor, afirmou o ministério.
"A rede elétrica nacional tem uma capacidade transfronteiriça de aproximadamente 4.000 megawatts para permitir a importação de eletricidade", declarou o ministério em comunicado. "Todos os operadores europeus estão conscientes da situação da crise energética regional e estão a coordenar esforços para garantir a segurança no fornecimento de energia a todas as redes afetadas pelas condições meteorológicas."
O governo preparou um sistema para cortar o fornecimento de energia aos consumidores industriais de forma faseada e com aviso prévio, se necessário.
A central tentou evitar o encerramento do reator através de medidas sem precedentes, incluindo a detonação de uma obstrução rochosa, a dragagem do leito do rio e o afundamento de barcaças cheias de pedras no Danúbio para redirecionar o fluxo da água em redor da central.
A Europa sofreu semanas de calor recorde e incêndios florestais devastadores este Verão, exercendo uma enorme pressão sobre o fornecimento de energia, a navegação e os sistemas de saúde pública.