Núncio apostólico pede “uma Igreja onde ninguém é excluído”
- 13/08/2026 06:41
- Redação
Neste 13 de agosto, em que estiveram no Santuário de Fátima 25 mil pessoas, muitas das quais migrantes, o núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, afirmou que “a paz começa, quando aprendemos a olhar o outro não como uma ameaça, mas como um irmão”.
Na homilia da missa da Peregrinação Nacional do Migrante e do Refugiado, o representante da Santa Sé em Portugal sublinhou que a paz “começa no coração, na família e na reconciliação”.
“Fátima tem esta extraordinária capacidade de unir aquilo que, aos olhos do mundo, parece distante. (…) Aos pés de Nossa Senhora, ninguém é forasteiro”, disse, lembrando que atualmente milhões de pessoas deixam a sua terra para fugir da guerra, da pobreza e procurar “trabalho, segurança ou um futuro melhor para os seus filhos”.
Sublinhando que “a Igreja olha para cada pessoa não como um número, mas como um rosto” e “deseja ser casa para todos”, o núncio apostólico afirmou que em Fátima se encontra uma “imagem da Igreja sonhada por Cristo, universal”.
“Uma Igreja onde as diferenças não dividem, mas enriquecem. Uma Igreja onde ninguém é excluído. Uma Igreja que sabe acolher e integrar”, disse, chamando, no entanto, a atenção dos peregrinos que passam pela Cova da Iria.
“O que não podemos fazer é vir pedir a Maria que nos conceda aquilo que trazemos no coração e depois, saindo de Fátima, nos comportemos como inimigos da cruz de Cristo”, frisou.
D. Andrés Carrascosa Coso pediu, ainda, aos emigrantes portugueses que continuem a construir “pontes entre povos”. “Não tenhais vergonha da vossa fé, mas tende cuidado para transmitir essa fé aos vossos filhos e netos.”
Tal como acontece habitualmente, além da bênção dos doentes e da procissão do adeus, a celebração de 13 de agosto ficou marcada pela oferta de trigo ao Santuário de Fátima destinado ao fabrico de hóstias – uma tradição iniciada pelos peregrinos em 1940 e que, 86 anos depois, se mantém.