SNS. Poucas camas e muitos internamentos sociais provocam tempos de espera mais elevados

SNS. Poucas camas e muitos internamentos sociais provocam tempos de espera mais elevados

  • 14/08/2026 03:45
  • Redação

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, identifica poucas camas nas enfermarias e muitas delas ocupadas com internamentos sociais, falhas nas escalas por causa da falta de prestadores de serviços e um aumento da procura pelas urgências como as principais causas para o elevado tempo de espera nos hospitais que se tem registado nos últimos dias.

"Acabam por sobrelotar e sobrecarregar as próprias equipas de urgência. Afeta a celeridade do atendimento a novos doentes", explica, numa menção aos internamentos sociais.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sublinha que a prioridade do Governo deve passar por medidas de apoio para ajudar a diminuir o número de internamentos sociais nos hospitais, que, neste momento, ocupam cerca de três mil camas. "Têm um impacto brutal", aponta.

Xavier Barreto recorda que o alargamento do número de camas nos hospitais ficou aquém do previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que "não há milagres" que possam ser feitos.

"O alargamento eram de cinco mil camas e ficamos pelas duas mil e pouco. A mesma coisa com os lares. Não aumentaram na medida do que é necessário", reclama.

"A melhor solução não é criar mais camas. É criar apoios às famílias, aos cuidadores informais, para que as pessoas consigam regressar às suas casas, em vez de ocupar uma cama no hospital", sublinha, ainda.

O representante dos administradores hospitalares realça, igualmente, que são várias as condicionantes que podem levar a um aumento dos tempos de espera nas próximas semanas, especialmente "se as condições climatéricas se alargarem". Um fenómeno que se está a prolongar por toda a Europa.

  • Fonte: Rádio Renascença
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