Restos mortais de três reis espanhóis removidos para os proteger de incêndio
- 14/08/2026 06:36
- Redação
As autoridades espanholas retiraram na quinta-feira os restos mortais de três reis que governaram a região de Aragão no século XI de um mosteiro ameaçado por um incêndio florestal.
Os restos mortais foram levados para o museu de Huesca, localizado a 80 quilómetros a sul do mosteiro, para ficarem protegidos até que as condições melhorem, disse o vice-presidente da região nordeste, Mar Vaquero.
Depois do incêndio florestal que vinha a arder desde segunda-feira ter começado a avançar em direção ao mosteiro San Juan de la Peña, datado do século X, houve receio de que o edifício pudesse ser engolido pelas chamas, o que levou as autoridades a lançarem uma operação de resgate, disse Vaquero aos jornalista.
Uma equipa militar conseguiu entrar no mosteiro, situado numa cadeia montanhosa, e levar roupas cerimoniais pertencentes a um conde do século XVIII ali sepultado, antes de a proximidade das chamas os obrigarem a fugir.
A equipa regressou uma segunda vez, acompanhada por polícias e funcionários do património, e retirou os restos mortais dos três primeiros reis de Aragão — que governaram entre 1035 e 1104 — de um panteão dentro do mosteiro, bem como algumas pinturas históricas. Vaquero elogiou a coragem da equipa de resgate.
O incêndio florestal intensificou-se na quinta-feira, alimentado por temperaturas mais elevadas e ventos fortes. Queimou mais de nove mil hectares e forçou a evacuação de 16 cidades, embora o mosteiro permanecesse ileso na manhã de sexta-feira.
No sul de Espanha, um incêndio florestal muito maior também se agravou na quinta-feira. Até agora, queimou 31 mil hectares na província de Huelva e forçou a evacuação de cerca de 700 pessoas.