Seguro defende um Estado mais ágil e centralizado ao visitar a Batalha

Seguro defende um Estado mais ágil e centralizado ao visitar a Batalha

  • 14/08/2026 07:31
  • Redação

António José Seguro está de regresso à Batalha, que ainda recupera da intempérie do início do ano que deixou um rasto de devastação. “Destruiu casas, florestas, equipamentos e provocou mortos”, lembrou o Presidente da República na Sessão Solene Comemorativa do Dia do Município.

Hoje, a Batalha está em festa, depois da madrugada de 28 de janeiro, que deixou a população desesperada. Na altura, Seguro testemunhou no local o impacto da tempestade Kristin e a resposta de empresas, de instituições, de associações e dos voluntários para superar a crise. Hoje, o Presidente da República recorda também que a resposta dos meios públicos é curta.

“Eu estive aqui e partilhei o desespero de muita gente. Percebi como era impossível resistir a ventos que chegaram a atingir 200 quilómetros por hora. Mas também era percetível outra coisa: o Estado não estava preparado para enfrentar tanta devastação”, diz António José Seguro.

O Chefe de Estado promete apresentar o relatório produzido pela Presidência Aberta, que acompanhou os trabalhos de reconstrução e inclui medidas preventivas “para enfrentarmos futuras tempestades”.

Para já, Seguro destaca a resposta dada pelas “pessoas e estruturas de proximidade”, incluindo os autarcas, e a solidariedade humana.

Agora, durante a reconstrução, diz que é preciso “refletir sobre a nossa segurança e a nossa autonomia. A resposta das companhias de seguros. A lentidão das operadoras de comunicações e das redes elétricas. A falta de mão de obra para a reconstrução. São fatores que exigem ponderação séria.”

Há ainda “muitas feridas por sarar”, lembra. São sinais “silenciosos”, que se manifestam em momentos de medo e ansiedade, que também é preciso cuidar.

Hoje, a Batalha está em festa e “é tempo de descomprimir, porque este não foi um ano fácil”, sublinha Seguro. É preciso que “o programa Reerguer a Batalha se concretize plenamente e que seja aproveitado não apenas para repor o que existia, mas como oportunidade real de melhorar as condições de vida das pessoas desta região”.

Reconstruir não é voltar ao que era. “É construir melhor do que estava”, defende o Chefe de Estado.

António José Seguro deixa ainda uma mensagem ao país: “Portugal precisa de participar plenamente na globalização, mas não pode limitar-se a ser consumidor da tecnologia criada por outros”. O país tem de apostar na inovação e em “uma inteligência artificial colocada ao serviço das pessoas”, na coesão territorial e em oportunidades a nível nacional.

Lembrando a história local, Seguro defende que “a batalha do nosso tempo é pela liberdade de decidir o futuro, com coragem”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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