FNE classifica como “insuficiente” o pagamento anunciado para professores classificadores

FNE classifica como “insuficiente” o pagamento anunciado para professores classificadores

  • 14/08/2026 16:22
  • Redação

“Do ponto de vista da comunicação, eu entendo que para o Governo importe passar esta ideia de um valor muito elevado. Mas se dividirmos os dois milhões e 700 mil euros pelo número de classificadores e docentes envolvidos neste processo, digamos que em média, cada classificador receberá aproximadamente um valor que rondará os 200 euros. 200 euros esses que ainda terão de ser deduzidos impostos e, portanto, estaremos a falar em valores que tendo em conta a complexidade e o tempo que é necessário para a realização desta tarefa, fica muito aquém daquilo que é um valor considerado justo e atrativo”, declara.

A FNE defende também a criação de um regime de remuneração para os classificadores dos exames nacionais, tornando permanente a medida anunciada para este ano pelo Governo.

Desde 2010 que os professores não eram pagos pela classificação dos exames nacionais do ensino secundário. Segundo o ministério da Educação, a medida agora retomada visa “reconhecer e compensar o compromisso, a disponibilidade, o profissionalismo e o rigor destes docentes”.

Sobre o anúncio feito esta sexta-feira pelo ministro da Educação de que as reapreciações dos exames nacionais da 2ª fase só vão ser feitas em setembro, a FNE diz que não está surpreendida com mais uma mexida no calendário de exames. Pede que o Governo evite, a todo o custo, prejuízos para alunos e professores.

“Quando houve o primeiro deslizar do ponto de vista de calendário, tínhamos a perfeita consciência de que isto iria arrastar todo o processo. Tendo em conta a incapacidade de se resolver o problema por outra via, aquilo que é essencial e pegando nas palavras do Ministro da Educação, é garantir, em primeiro lugar, que nenhum aluno será prejudicado no seu acesso ao ensino superior. Em segundo lugar, será mais difícil ao Ministério da Educação, mas deve conseguir fazê-lo, garantir que os professores tenham todos a capacidade de gozar as suas férias num período, numa fase que é extremamente importante para o início do próximo ano letivo”, aponta.

Pedro Barreiros admite constrangimentos no arranque do próximo ano letivo, em especial quanto à colocação de docentes.

  • Fonte: Rádio Renascença
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