Montenegro anuncia alargamento do Passe Ferroviário Verde a Lisboa e Porto em setembro
- 14/08/2026 18:07
- Redação
Montenegro anunciou esta sexta-feira, durante o discurso na Festa do Pontal do PSD, em Quarteira, o alargamento do Passe Ferroviário Verde aos comboios urbanos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
A medida, que mantém o custo mensal de 20 euros, deverá entrar em vigor em setembro.
“Quem quiser andar de comboio dentro da Área Metropolitana de Lisboa e do Porto pode também fazê-lo com 20 euros mensais”, revelou Luís Montenegro.
Segundo o chefe do Governo, a mudança deverá concretizar-se “em princípio, já a partir de setembro”.
O anúncio foi uma das medidas apresentadas durante a intervenção de Montenegro na Festa do Pontal, iniciativa social-democrata que abre a época de “rentrées” partidárias e que este ano assinala o cinquentenário.
No mesmo discurso, Montenegro confirmou que o Estado chegou a acordo com o grupo espanhol Pontegadea Inversiones para adquirir uma participação de 13,7% na Redes Energéticas Nacionais (REN). O primeiro-ministro afastou a intenção de renacionalizar a empresa e justificou a operação com a necessidade de salvaguardar o interesse estratégico.
“Fazêmo-lo para participar nas decisões de investimento e estratégicas, para que as pessoas possam usufruir da nossa capacidade produtiva e para que possamos baixar o preço da energia que consumimos em casa e que precisamos para economia”, disse Montenegro.
Na intervenção na Festa do Pontal, Montenegro defendeu também que o país deve falar mais do que considera serem resultados positivos e menos dos episódios que não correm bem. O primeiro-ministro criticou aquilo que classificou como “uma espécie de censura moderna”, considerando que polémicas e incidentes acabam por dominar o debate público.
“Não podemos viver uma espécie de censura moderna, em que as pessoas só sabem, só conhecem e só debatem os assuntos mais polémicos e muitas vezes de pequenos incidentes, os assuntos dos pequenos episódios, e deixar aquilo que é mais importante escondido em notas de rodapé”, afirmou.
O chefe do Governo reconheceu que 2026 tem sido “um ano particularmente duro”, referindo um “comboio de tempestades” e a “instabilidade internacional”. Montenegro disse que o executivo acompanha as dificuldades provocadas por essa realidade, mas sustentou que a ação governativa não deve concentrar-se apenas nos problemas e deve também mobilizar o país em torno do que considera possível concretizar.
No encerramento do discurso, o líder social-democrata garantiu a continuidade do Governo. “Estamos aqui para durar. Estamos aqui para trabalhar. Estamos aqui para convosco construir um grande futuro para Portugal”, disse.