Rui Borges. “Começámos a ficar meio abananados e a malta começou a entrar na desconfiança”

Rui Borges. “Começámos a ficar meio abananados e a malta começou a entrar na desconfiança”

  • 14/08/2026 18:02
  • Redação

O treinador do Sporting, Rui Borges, reconhece que a partida teve duas partes distintas e acrescenta que houve alguns momentos em que ficaram “abananados”.

"São duas partes um pouco distintas. Uma grande primeira parte onde não deixámos o Vitória ter bola ou andar perto da nossa baliza. Chegámos aos golos com qualidade pela intensidade que metemos. Na segunda parte a energia cai e ficámos muito permissivos, macios, e em espaços curtos tivemos reações não tão fortes. É algo que temos de trabalhar, porque jamais queremos que a equipa baixe o ritmo ou venha mais para trás. O intuito era pressionar e condicionar ao máximo o Vitória, mas mérito do outro lado, que depois do 3-1 ganhou algum ânimo extra. Começámos a ficar meio abananados e a malta começou a entrar na desconfiança. Dores de crescimento, mas temos de crescer rapidamente. A ganhar 3-0, não podemos acabar o jogo com um 3-2 e alguma desconfiança. O Vitória acaba por não ter grandes lances. Muita bola bombeada, primeiras e segundas bolas, e temos de ser mais competitivos aí para conseguir ter mais clareza, algo que fomos perdendo ao longo do tempo. Mas de forma geral, temos de trabalhar e melhorar isso".

"As substituições são feitas quando estamos a sofrer o 3-1. É coincidência. Tentamos sempre passar uma energia nova, uma intensidade nova. Umas vezes conseguimos, outras não. Mérito também do adversário algumas vezes. Mas temos de crescer muito nesse momento. Faz parte do processo coletivo por todas as mudanças que houve. A nossa qualidade não vai ser igual à da época passada nem relativamente àquela que tínhamos há dois anos. É perceber o que temos de fazer para melhorar enquanto jogadores e equipa técnica e não passarmos por esta desconfiança".

"É importante. Quando o Sporting foi campeão, a energia era muito positiva, sentia-se um ambiente muito bom. E nestes momentos é importante os adeptos apoiarem, faz parte. Mas nós também temos de puxar por eles. Fizemos isso na primeira parte, mas também peço que apoiem quando não estamos tão bem. Mas a desconfiança é natural, até por tudo o que foi a primeira jornada. Acredito que no futuro sejamos melhores e que os adeptos estejam do nosso lado durante os 90 minutos".

  • Fonte: Rádio Renascença
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