Quatro dos cinco bombeiros feridos em Vinhais já tiveram alta
- 16/08/2026 05:32
- Redação
Já tiveram alta quatro dos cinco bombeiros que ficaram feridos ontem quando o fogo consumiu o carro de combate em Vinhais.
Nesse incidente cinco operacionais ficaram feridos, dois deles com gravidade, com queimaduras.
O fogo na União de Freguesias de Moimenta e Montouro, no concelho de Vinhais, distrito de Bragança, cujo alerta foi dado às 4h36 de ontem, causou ferimentos em cinco bombeiros locais, após a viatura em que seguiam ter sido consumida na totalidade pelas chamas no sábado.
Dois homens, com 45 e 47 anos, ficaram com ferimentos graves e foram transportados por via terrestre, por limitações dos meios aéreos, para uma unidade hospitalar no Porto, e duas mulheres e um outro homem, com idades entre os 18 e os 47 anos, foram transportados para o Hospital de Bragança.
Este incêndio levou à retirada de habitantes da aldeia de Dine para Moimenta "por precaução", que regressaram às suas casas na noite de sábado.
Em relação aos meios aéreos para combater as chamas, Luís Fernandes diz que virão de Espanha, país em que começou este incêndio.
“Estamos numa zona transfronteiriça, eles já atuaram ontem na zona da fronteira e aquilo que me foi dada a informação também pelo comando é que isso pode acontecer”, sublinha.
O incêndio de Vinhais foi já dominado esta manhã, mas mantém no terreno 205 bombeiros e dois meios aéreos.
De acordo com o oficial de operações da ANEPC, Paulo Santos, às 7h50 estavam por dominar incêndios em Chaves (Vila Real) e em Torre de Moncorvo (Bragança), que lavravam em "pequenas frentes".
"A maior parte do perímetro nestes incêndios já está dominado e em rescaldo, temos apenas umas pequenas frentes ativas que se desenvolvem em zonas de difícil acesso e que pensamos que com a atuação dos meios aéreos na parte da manhã, e com o apoio das equipas terrestres, possam ser dominados durante as próximas horas", disse.
Em Chaves, estão 181 bombeiros no terreno, num fogo que mantém duas frentes ativas indicou há instantes Artur Mota, o comandante sub-regional do Alto Tâmega e Barroso.
“Nós temos duas frentes ainda com alguma atividade, estamos a terminar lá uma manobra com a máquina de rastros para consolidar, para ancorar, a ver se fica arrumado. Estamos agora já a carregar com meios aéreos e, portanto, temos outro setor que está ainda bastante distante. Portanto, ainda temos muito trabalho para fazer lá com a máquina de rastros, vamos colocar lá meios aéreos, atrasar ali a progressão do incêndio para conseguirmos concluir a manobra da máquina de rastros”, descreve.
A evoluir de forma favorável está o combate ao incêndio no concelho de Torre de Moncorvo, onde começaram agora operar dois meios aéreos que dão apoio ao trabalho de 221 bombeiros
Artur Mota explica que os meios aéreos têm esta manhã de ser divididos pelos vários incêndios na região.
“Temos outros incêndios também na região e, portanto, temos que dividir aqui o mal pelas aldeias. De qualquer forma, já estou a meter dois helicópteros ligeiros, já para iniciar”, remata.