Brasil. Segurança e combate ao crime marcam início de campanha
- 17/08/2026 03:23
- Redação
Segurança e combate ao crime organizado marcaram o arranque da campanha para as presidenciais no Brasil, que se realizam em outubro.
Num comício, em São Paulo, o presidente recandidato, Lula da Silva, sublinhou que mais do que combater o crime nas favelas há que retirara poder a quem efetivamente coordena o crime organizado no país.
A recandidatura de Lula da Silva surge num contexto laboral diferente daquele que marcou a ascensão política de Lula. O PT procura agora conquistar uma geração de trabalhadores das plataformas digitais, com pouca ligação aos sindicatos e às fábricas que tradicionalmente constituíram uma parte importante da base do partido.
Já no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro sublinhou que o crime organizado está a substituir o Estado e retirou soberania ao brasileiros, afirmando que a atual gestão “não enfrenta bandidos e assassinos”.
"Não temos mais soberania, sobre o nosso telemóvel, o nosso carro, a casa, a rua. Não temos soberania sobre a sua vida", discursou.
Usando um colete à prova de balas e camisa verde e amarela, as cores da bandeira brasileira, Flávio Bolsonaro discursou para apoiantes em cima de um camião de som na orla da praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, local tradicional das mobilizações dos bolsonaristas.
Os principais candidatos nas presidenciais do Brasil vão a eleições a 4 de outubro. As mais recentes sondagens colocam Lula da Silva como favorito com 40%. Flávio Bolsonaro recolhe 35% das intenções de voto numa eleição que poderá só ser decidida numa segunda volta.