Incêndios: Mais de 900 operacionais nos três fogos mais significativos ao início da tarde
- 18/08/2026 09:27
- Redação
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
O fogo que teve início no sábado em Cabeça Boa, concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, continuava às 13h10 a ser a situação com mais meios envolvidos no combate às chamas: 413 operacionais, 135 veículos e cinco meios aéreos, segundo a informação disponibilizada no "site" da ANEPC.
Seguia-se, àquela hora, um incêndio que deflagrou na noite de segunda-feira em Cabreiros e Albergaria da Serra, no município de Arouca, distrito de Aveiro, com 342 elementos das forças de socorro e segurança, apoiados por 103 veículos e sete meios aéreos.
Também em curso estava o fogo que teve início na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, mobilizando 213 operacionais e 67 viaturas. O incêndio já consumiu 900 hectares e, pelas 13h30, tinha três frentes ativas, disse fonte dos bombeiros.
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, o incêndio não tem “uma frente muito severa”, o que dá uma “falsa acalmia”, uma vez que “há vários pontos que vão reativando”.
Vítor Pinto, em declarações à RTP, explicou que na segunda-feira, pelas 17h40, as chamas deflagraram numa “encosta muito íngreme” e foram-se espalhando por uma área de 900 hectares, o que resultou no “desgaste dos meios”.
Para além da topografia, o comandante apontou a “meteorologia muito severa, as temperaturas muito altas e os ventos de leste” como os “combustíveis” que dificultaram o combate às chamas.
Durante a tarde, “vamos continuar muito empenhados em consolidar aquilo que foi o trabalho árduo do dia de ontem [segunda-feira], durante a noite, e de hoje de manhã”, garantiu o bombeiro, que espera que as chamas abrandem durante a tarde de hoje.
A ANEPC considera como “ocorrências significativas” os registos que, cumulativamente, estão com o estado “em curso” ou “em conclusão”, têm uma duração superior a três horas e envolvem mais de 15 meios de proteção e socorro.
Integravam ainda esta lista, fogos em mato com início em Boticas (distrito de Vila Real) e Ponte de Lima (Viana do Castelo) no domingo, e em Lamego (Viseu) e Vila Flor (Bragança) na segunda-feira, todos já em resolução.
Pelas 13h40 de hoje, no total havia 10 fogos rurais em curso ou em despacho em Portugal continental — incluindo os que não estão nas “ocorrências significativas”, mas ainda em evolução e sem estarem circunscritos — que envolviam cerca de 1.100 operacionais e mais de uma dezena de meios aéreos.
Os incêndios dos últimos dias obrigaram já a evacuar algumas aldeias, sem registo da destruição de primeiras habitações, e fizeram perto de uma dezena de feridos, na maioria sem gravidade.