Caso Meta. Adolescentes expostos a conteúdos gráficos pode ser 100 vezes superior ao divulgado
- 18/08/2026 18:46
- Redação
A gigante das redes sociais Facebook e Instagram está a ser acusada por vários Estados norte-americanos de desenvolver as suas redes sociais com a intenção de viciar crianças e obter os seus dados pessoais e mentir sobre o risco destas plataformas.
As mudanças em causa passam pela alteração dos algoritmos, o fim dos filtros de imagens que alteram a aparência de quem está em fotografias e vídeos, o fim da contagem de likes, impedimento de uma pessoa criar múltiplas contas, aplicar uma verificação parental mais rigorosa e o fim de publicações temporárias, como, por exemplo, os famosos Stories.
A denúncia do antigo colaborador baseou-se no relatório de normas comunitárias da Meta, no qual a empresa publica as estatísticas sobre a prevalência de conteúdos inadequados nas plataformas.
Por exemplo, a Meta reportou que o risco de estes jovens cruzarem-se com conteúdos gráficos ou violentos era de 0,01% a 0,02%, mas, segundo o ex-funcionário, é entre 100 a 400 vezes superior ao número reportado.
Perante as acusações e milhares de milhões de dólares a serem exigidos, a empresa de Mark Zuckerberg disse que "discorda veemente" das acusações e que as provas vão demonstrar o "compromisso de longa data em apoiar os jovens".
A Meta está a ser processada por 29 estados norte-americanos e o julgamento está previsto terminar no final de setembro.