Acidentes com motos mataram 52 pessoas em seis meses. Maioria ocorre em ambiente urbano

Acidentes com motos mataram 52 pessoas em seis meses. Maioria ocorre em ambiente urbano

  • 20/08/2026 01:00
  • Redação

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, nos primeiros seis meses deste ano, 3.673 acidentes com veículos de duas rodas, que resultaram em 3.004 vítimas: 52 mortais, 342 feridos em estado grave e 2.650 feridos ligeiros.

“Quando existem acidentes, os motociclos são os mais vulneráveis e mais expostos ao perigo e por isso é preciso cautelas”, afirma o tenente-coronel Pedro Valente, da Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária da GNR.

A análise da distribuição geográfica destes óbitos evidencia um maior impacto em Santarém, Faro, Aveiro, Setúbal e Porto.

“Há situações em que estão envolvidos apenas os motociclistas, noutras acabam por colidir com veículos de quatro rodas, como veículos pesados, veículos ligeiros de mercadorias, veículos ligeiros de passageiros”, adianta.

“A maior parte da sinistralidade rodoviária grave dá-se dentro das localidades, sítios onde o tráfego é mais intenso, onde existem cruzamentos constantes, surgem muitas vezes obstáculos, muitas manobras. Portanto, tudo isto são fatores que influenciam a probabilidade de acontecerem acidentes”, refere o tenente coronel Pedro Valente.

Contrariando a ideia de que o perigo reside sobretudo nas vias rápidas, os dados revelam que nos primeiros seis meses do ano registaram-se 2.263 acidentes com vítimas dentro de localidades, acidentes que vitimaram 31 pessoas, e 608 fora das localidades, causando a morte a 21 pessoas.

De acordo com os dados da GNR, as camadas jovens, até aos 29 anos, são as que concentram mais acidentes com vítimas.

“A nível da sinistralidade rodoviária geral, existe alguma distribuição equitativa entre veículos de média e de grande cilindrada e os de menor cilindrada. Mas quando estamos a falar de sinistralidade rodoviária grave, aí sim os motociclos de média e de grande cilindrada têm efetivamente uma percentagem mais relevante de acidentes”, revela o tenente coronel Pedro Valente.

Há seis distritos que concentraram maior número de acidentes: Porto (632), Braga (421), Lisboa (397), Faro (388), Aveiro (365), Setúbal (340).

“O excesso de velocidade representa obviamente uma infração das mais verificadas, não mudarem especialmente as velocidades em determinado tipo de vias e manobras irregulares, ultrapassagens em locais proibidos.”

“A Guarda Nacional Republicana recomenda aos condutores de veículos de duas rodas que adotem uma condução defensiva que antecipem o comportamento dos restantes utentes da via", apela o responsável da Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária da GNR.

Os motociclistas devem utilizar "sempre o equipamento de proteção adequado, designadamente o capacete, o casaco, as calças, o calçado apropriado, também muito importante, mesmo agora com temperaturas mais elevadas, apesar do desconforto”.

O tenente coronel Pedro Valente sublinha também a importância de “redobrem a atenção aos ângulos mortos dos veículos ligeiros e acima de tudo que moderem a velocidade”.

Mas ficam também recomendações aos condutores de veículos ligeiros para que verifiquem cuidadosamente os ângulos mortos antes de qualquer manobra, sinalizem atempadamente as mudanças de direção e mantenham distancia de segurança dos motociclos.

  • Fonte: Rádio Renascença
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