Sobrepopulação é um dos principais desafios dos centros de recolha de animais
- 22/08/2026 06:02
- Redação
Mais de 40 mil animais têm sido recolhidos anualmente pelos Centros de Recolha Oficial e o número de adoções ultrapassa a metade deste número, segundo a direção-geral de veterinária, assumindo a sobrelotação como um dos principais desafios do sistema.
Em resposta a questões da Lusa, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) destacou ainda que no ano passado foram apoiadas financeiramente mais de 74 mil esterilizações de animais, num investimento público superior a três milhões de euros.
Segundo os dados disponibilizados, em 2024 foram reportados pelos municípios e médicos veterinários municipais 42.718 animais recolhidos pelos Centros de Recolha Oficial (CRO), tendo sido adotados 30.126 animais à guarda destes centros (ou seja, entre os que foram acolhidos nesse ano e os que já lá estavam).
No ano seguinte, em 2025, foram declarados 40.098 animais recolhidos e 22.375 adotados.
A direção-geral alertou que a comparação entre estes dois anos deve "ser feita com alguma cautela, uma vez que os relatórios foram produzidos com metodologias e universos diferentes": o relatório de 2024 foi elaborado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) e o de 2025 pela DGAV.
Segundo a DGAV, em 2025 foram consideradas as atividades realizadas em CRO relativas a cães e gatos devidamente registados e, no caso das adoções, "foram contabilizadas as saídas para titulares particulares, não estando incluídas as saídas para outros alojamentos, designadamente instalações de associações zoófilas".
"A sobrelotação dos CRO e das associações constitui atualmente um dos principais desafios do sistema de bem-estar animal, sobretudo quando o número de animais recolhidos ultrapassa a capacidade de saída por adoção ou cedência", destacou.
Segundo a direção-geral, a resposta passa pelo reforço da capacidade de acolhimento e por "medidas que permitam reduzir a entrada de novos animais no sistema".
"A política de gestão das populações de animais de companhia assenta atualmente num modelo integrado, baseado na esterilização, identificação e registo, promoção da adoção, detenção responsável e prevenção do abandono", acrescentou.