Noruega vai conceder mais de sete mil milhões de euros à Ucrânia

  • 23/08/2026 19:23
  • Redação

A Noruega planeia conceder mais 85 mil milhões de coroas norueguesas (7,8 mil milhões de euros) em apoio financeiro à Ucrânia no ano fiscal de 2027, o mesmo montante disponibilizado em 2026, anunciou no domingo o Governo do país nórdico.

O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e líderes de vários países da região nórdica e báltica foram visitar Kiev no domingo, numa demonstração de apoio à Ucrânia na guerra com a Rússia.

A contribuição da Noruega destinar-se-á tanto a despesas militares como humanitárias, afirmou Støre, segundo um discurso divulgado pelo Governo em Oslo.

"Apoiar e reconstruir a Ucrânia não é apenas assistência. É um investimento na própria segurança da Europa", afirmou Støre.

Separadamente, a Finlândia e a Ucrânia assinaram uma carta de intenções para o fabrico e desenvolvimento de sistemas não tripulados na Finlândia, bem como um memorando de entendimento para uma empresa conjunta destinada à produção de embarcações de superfície não tripuladas, entre outros documentos, informou o gabinete de Volodymyr Zelensky na rede social X (antigo Twitter).

"Mais um passo para aprofundarmos a nossa cooperação, combinando a experiência de combate da Ucrânia com as tecnologias finlandesas", lê-se na publicação.

"Agradeço ao Presidente, ao governo, às empresas finlandesas e a todo o povo da Finlândia por terem estado connosco desde os primeiros dias desta guerra", celebrou Zelensky.

Este anúncio da Noruega coincide com a reação do líder ucraniano à proposta de eleições do antigo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov.

"Penso que, numa guerra como esta, eleições como estas representam um risco enorme. Se quisermos destruir o país, podemos optar por eleições durante este tipo de guerra", insistiu Zelensky, excluindo este cenário.

Em declarações divulgadas no sábado, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Kiev tinha aberto uma "caixa de Pandora" com os seus ataques contra alvos económicos russos e que Moscovo iria responder atingindo os "sectores económicos mais sensíveis" da Ucrânia.

A Rússia e a Ucrânia estão ambas a intensificar as campanhas de ataques com drones, com o objetivo de paralisar as infraestruturas económicas uma da outra.

Os ataques atingem frequentemente alvos muito para além das linhas da frente da guerra iniciada por Moscovo, enquanto os combates no terreno se aproximam dos quatro anos e meio.

  • Fonte: Rádio Renascença
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