Papa lembra militares portugueses que morreram na sexta-feira na Mealhada
- 24/08/2026 08:19
- Redação
Papa lembra militares portugueses que morreram na sexta-feira. Os militares foram colhidos junto à área de serviço da Mealhada quando sinalizavam um veículo pesado imobilizado após o rebentamento de um pneu.
Leão XIV recebeu esta segunda-feira em audiência uma delegação das Forças Armadas e de Segurança de Portugal, e no seu discurso, o Papa recordou "os dois jovens militares do Exército que, na passada sexta-feira, perderam a vida enquanto generosamente, como o bom samaritano, pararam no caminho para prestar auxílio". "Confio-os ao Senhor, juntamente com as suas famílias", referiu Leão XIV.
O Papa sublinhou que “foi a pensar no bem das inteiras corporações das Forças Militares e de Segurança, dos seus membros e respetivas famílias, que há 60 anos se erigiu o Vicariato, o qual passou a designar-se em 1981 Ordinariato Castrense e teve, há 25 anos, o primeiro bispo próprio”. “Quisestes, pois, vir a Roma para assinalar precisamente estas efemérides. Possa o Ordinariato, dando o seu inestimável contributo para o bem espiritual e para o conhecimento dos valores cristãos, continuar a ser um espaço de construtiva colaboração com as autoridades estatais, governativas e militares”, assinalou o Papa.
Dirigindo-se em particular aos capelães presentes na audiência, Leão XIV assegurou que “a igreja confia o crescimento espiritual dos militares e dos policias da vossa Nação”.
“Acolhei a todos, escutai-os, iluminai-os com a sabedoria da Palavra de Deus, permanecei a seu lado agindo em nome de Cristo na celebração dos Sacramentos, acompanhai cada um sem esquecer as suas famílias”, acrescentou.
O Papa terminou a sua intervenção agradecendo a “estima, o apreço e o reconhecimento diante do trabalho desenvolvido no Ordinariato” e apelou a que “Nossa Senhora de Fátima acompanhe as diversas missões, tanto em Portugal como no estrangeiro”. “A alegria do Senhor seja a vossa força. Deus vos abençoe”, concluiu.
D. Sérgio Dinis sublinhou a “mensagem muito forte” do Papa, valorizando a proximidade dos capelães, ao “serviço das forças armadas e das forças de segurança.
O Bispo classificou o encontro com Leão XIV como um momento de fortalecimento para Missão "na luta constante pela paz".
“Nesses tempos que são desafiantes, em que o mundo vive momentos de grande tensão, é para nós, forças armadas e forças de segurança de Portugal, um apelo a que estejamos ao serviço da paz. E a paz começa sempre no coração de cada homem, de cada militar, de cada polícia, de cada mulher e de cada pessoa que serve as forças armadas e forças de segurança. E acima de tudo, quisemos mostrar ao Santo Padre que estamos sempre numa luta constante pela paz”, sublinhou D. Sérgio Dinis.
O bispo da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança, preside à delegação, de que fazem parte o ministro da Administração Interna, a embaixadora de Portugal junto da Santa Sé e o secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional, assim como representações dos vários ramos das Forças Armadas e Forças de Segurança.
De acordo com a informação do Ordinariato Castrense, a delegação portuguesa é composta também pelo chefe de Estado Maior da Armada, o chefe de Estado Maior do Exército o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, e também delegações da Marinha, Exército e Força Aérea, Liga dos Combatentes, Instituto de Ação Social das Forças Armadas e capelães dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança.