Portugal anuncia novo contributo para "resiliência energética" da Ucrânia

Portugal anuncia novo contributo para "resiliência energética" da Ucrânia

  • 24/08/2026 13:49
  • Redação

Portugal vai fazer uma nova doação à Ucrânia destinada a reforçar a capacidade de resposta do país às dificuldades energéticas durante o próximo inverno. O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma reunião da Coligação da Boa Vontade, em Kiev. O valor do novo apoio não foi revelado.

A reunião decorreu esta segunda-feira, quando a Ucrânia assinala 35 anos de independência, e juntou aliados do país numa altura em que não há sinais de uma solução para a guerra com a Rússia.

Em entrevista à RTP, Paulo Rangel recordou o apoio português já entregue este ano.

“Só este ano já contribuímos com 1 milhão e 200 mil euros para infraestruturas energéticas e basicamente para a compra de geradores que possam aliviar as penúrias do inverno, que obviamente se está a aproximar, sem que se veja neste momento uma solução para a guerra”, disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros antecipou ainda novas dificuldades no abastecimento de energia nos próximos meses e confirmou que Lisboa prepara uma contribuição adicional.

“Portanto, teremos mais um inverno, provavelmente de grande dificuldade do ponto de vista energético. Portanto, aí também Portugal vai reforçar o contributo para essa resiliência energética, também com uma doação que possa completar esta verba que já está adjudicada, já foi entregue antes à Ucrânia”, explicou.

O encontro em Kiev ficou também marcado por novos compromissos militares do Reino Unido e de França. Londres anunciou que permitirá à Ucrânia aceder a tecnologia classificada para produzir mísseis de cruzeiro Storm Shadow, capazes de atingir alvos a longa distância, enquanto França já autorizou o licenciamento da tecnologia. Os aliados comprometeram-se ainda a acelerar as entregas de mísseis de defesa aérea.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que escolheu Kiev para a primeira deslocação ao estrangeiro desde que assumiu funções no mês passado, defendeu também o aumento da pressão económica sobre Moscovo e a adoção de novas sanções.

“Estamos convosco nesta luta até ao fim, de coração e alma”, afirmou Burnham.

Volodymyr Zelenskiy agradeceu a deslocação dos dirigentes estrangeiros à capital ucraniana e rejeitou a possibilidade de o país aceitar as exigências territoriais de Moscovo.

“A Ucrânia quer absolutamente a paz, mas não está preparada para simplesmente se render”, afirmou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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