Temperatura recorde dos oceanos "é uma tendência dramática"
- 24/08/2026 15:23
- Redação
Recorde batido. A temperatura da água à superfície dos oceanos registou um novo máximo no último sábado. Foram registados 21,1 graus Celsius a nível mundial (mais uma centésima do que em março de 2024 – a data do último recorde).
Acerca dos perigos que tal situação acarreta, destaca que “uma água mais quente representa também muito mais evaporação para um ar mais quente que retém mais água” e “que depois acaba por ter também precipitações associadas a eventos meteorológicos extremos” – como são exemplo as cheias.
“Uma vez que a concentração dos gases com efeito de estufo na atmosfera continua a aumentar – aumentar porque as emissões continuam a crescer desses gases –, vamos continuar a ter um excesso cada vez maior de energia térmica no sistema climático e, portanto, é previsível que a temperatura dos oceanos também continue a aumentar e será mais alta naqueles períodos que temos o tal fenómeno de El Niño”, explicou Filipe Duarte Santos, lançando um olhar sobre o futuro que podemos vir a viver.
Além do aquecimento global, o fenómeno climático El Niño é apontado como um dos principais fatores para a subida da temperatura dos oceanos. Trata-se de um fenómeno que provoca durante meses alterações substanciais nos regimes de ventos, pressão e chuva a nível mundial.
O recorde de 21,1 graus nos oceanos a nível mundial é considerado pelo Observatório Europeu Copernicus especialmente invulgar, porque as temperaturas oceânicas atingem geralmente o seu nível mais elevado em março e abril.