Missão Escola Pública: "Ministro Fernando Alexandre tem feito declarações bastante infelizes e imprudentes"
- 24/08/2026 16:44
- Redação
O movimento Missão Escola Pública (MEP) critica as declarações feitas, esta segunda-feira, pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que disse antever um início de ano letivo tranquilo.
Por outro lado, Cristina Mota também aponta que, depois de o Governo ter anunciado o pagamento de 2,7 milhões de euros a professores classificadores, o dinheiro só chegou, para já, a uma parte residual dos docentes.
“Podemos confirmar que, efetivamente, não chegou, pelo menos, à totalidade dos professores. Se chegou a alguns é um número irrisório dado que o processo para os vencimentos já foi calculado a 10 de agosto, pelo que neste momento, apenas em setembro tal poderá ocorrer. Ainda que hoje mesmo nós tenhamos informação que, efetivamente, o Ministério deu indicação para as secretarias fazerem a requisição da verba, muitas delas encontram-se fechadas. Portanto, existem professores que já tiveram esse abono processado, mas a esmagadora maioria só, em setembro, irá receber”, aponta.
O Ministério da Educação autorizou a transferência da verba para as escolas, que já podem requisitá-la junto da Agência para a Gestão do Sistema Educativo e processar os pagamentos, mas a Missão Escola Pública lembra que muitas escolas têm os serviços administrativos encerrados e não conseguem fazer esse procedimento neste mês.
“O ministro Fernando Alexandre tem feito declarações bastante infelizes e imprudentes, digamos assim, e neste caso, no que diz respeito a férias, lembramos que tem de ser o Ministério da Educação a assegurar que os prazos que são indicados e que saem em Diário da República, têm de ser cumpridos", afirma a dirigente do MEP.
"São esses dados que as famílias devem ter em conta para agendar quer as suas férias, quer para fazer todo o seu planeamento. O que não se justifica é que, em alturas que carecem de tanta responsabilidade, de tanta organização, tenham lugar, mas de uma forma amadora e com a impreparação a que nós temos assistido, quer na época de exames, quer mesmo nesta altura em que nós vamos ver a segunda fase do acesso ao Ensino Superior ser adiada, tendo em conta que temos uma segunda fase e uma época especial ainda para ser concluída”, conclui Cristina Mota.