Dez mortos e mais de 2.800 acidentes durante campanha “Taxa Zero ao Volante”

Dez mortos e mais de 2.800 acidentes durante campanha “Taxa Zero ao Volante”

  • 25/08/2026 03:46
  • Redação

Dez pessoas morreram e 2.876 acidentes foram registados entre 18 e 24 de agosto, período em que decorreu a oitava campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026, “Taxa Zero ao Volante”, dedicada à prevenção da condução sob o efeito do álcool, segundo um comunicado divulgado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP.

No mesmo período, foram registados 60 feridos graves e 948 feridos leves em território nacional. Face ao período homólogo de 2025, verificaram-se mais 115 acidentes, mas menos quatro vítimas mortais, uma redução de 28,6%.

Por outro lado, segundo a nota divulgada esta terça-feira, o número de feridos graves aumentou 50%, com mais 20 casos, enquanto os feridos leves cresceram 4,6%, correspondendo a mais 42 pessoas.

No continente ocorreram 2.693 acidentes, que provocaram as dez vítimas mortais, 58 feridos graves e 905 feridos leves. Nas regiões autónomas foram registados 183 acidentes, com dois feridos graves e 43 feridos leves.

Na área de intervenção da GNR registaram-se 1.854 acidentes, com sete vítimas mortais, 51 feridos graves e 650 feridos leves. Na área de atuação da PSP ocorreram 1.022 acidentes, que provocaram três vítimas mortais, nove feridos graves e 298 feridos leves.

A campanha “Taxa Zero ao Volante” foi promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP, entre 18 e 24 de agosto, nos distritos de Beja, Bragança e Leiria, com um reforço adicional na Área Metropolitana de Lisboa.

Durante a operação foram fiscalizados 507.355 veículos e condutores, através de ações presenciais e por radar.

As forças de segurança realizaram ainda 37.196 testes de álcool, dos quais 788 deram resultado positivo, correspondendo a uma taxa de infração de 2,1%.

A operação teve como principal objetivo sensibilizar os condutores para os riscos associados à condução sob o efeito do álcool, considerado um dos principais fatores de risco da sinistralidade rodoviária.

Além do álcool, foram fiscalizadas situações relacionadas com a ausência ou utilização incorreta de equipamentos de segurança, documentação e condições técnicas dos veículos, excesso de velocidade e utilização indevida do telemóvel durante a condução.

No âmbito da campanha foram ainda sensibilizados 642 condutores, a quem foram transmitidas mensagens como “Se beber, não conduza”, “Escolha sempre um condutor designado” e “Utilize transportes alternativos”.

A iniciativa contou também com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.

As autoridades reforçam que mesmo pequenas quantidades de álcool podem aumentar o risco de acidente e defendem comportamentos responsáveis ao volante.

“Respire vida, sopre zero” e “O melhor resultado no teste é 0,0 g/l” foram algumas das mensagens transmitidas durante a campanha.

Em 2025 foram realizados cerca de 2,1 milhões de testes de álcool, dos quais 1,6% deram resultado positivo. As infrações por condução sob influência do álcool representaram cerca de 2,4% do total de infrações rodoviárias registadas no país.

A “Taxa Zero ao Volante” foi a oitava das 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização de 2026. Até ao final do ano serão realizadas mais três campanhas, combinando ações de sensibilização e fiscalização.

O PNF 2026 mantém como temas a velocidade, álcool, dispositivos de segurança, utilização do telemóvel e veículos de duas rodas a motor, acrescentando um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.

A ANSR, a GNR e a PSP sublinham que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos responsáveis e seguros por todos os utilizadores da estrada.

  • Fonte: Rádio Renascença
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