Investigação a tortura na PSP alargada. Número de agentes envolvidos "é muito superior"

Investigação a tortura na PSP alargada. Número de agentes envolvidos "é muito superior"

  • 25/08/2026 10:46
  • Redação

A investigação aos casos de tortura da esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, vai ter mais seis meses para trabalhar e o Ministério Público acredita que o número de agentes envolvidos "é muito superior" ao esperado.

Entre os argumentos usados para tentar convencer a juízes a ter mais tempo para a conclusão da investigação, a procuradora Felismina Carvalho Franco revela que "o número de envolvidos é muito superior ao que o Ministério Público inicialmente previa".

A responsável do MP refere ainda que "ainda há outros suspeitos a deter para apresentação a primeiro interrogatório com vista à aplicação de medidas de coacção".

Até ao momento foram constituídos 23 arguidos no caso: sete estão em prisão preventiva, quatro em prisão domiciliária e dois foram suspensos de funções.

O caso remonta a julho de 2025, quando foram realizadas buscas em diversas esquadras da PSP na zona de Lisboa, por suspeitas de tortura.

Em causa estão agressões de dois agentes da esquadra do Rato com "socos e chapadas e coronhadas na cabeça pessoas que tinham detido, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".

Os fatos, segundo a acusação do Ministério Público, aconteceram entre julho de 2024 e março de 2025. Em alguns casos, terão sodomizado ou tentado sodomizar com um objeto alguns dos homens detidos.

O caso da esquadra do Rato tem, neste momento, dois processos - este em que foi determinado agora o caráter de especial complexidade e o principal, que foi o primeiro e que resultou na acusação de dois agentes da PSP que começam a ser julgados em setembro por crimes de abuso de poder, tortura, violação, ofensas à integridade física, falsificação de documento, furto qualificado, roubo e detenção de arma proibida.

  • Fonte: Rádio Renascença
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