Criminalidade geral aumenta no Porto e Lisboa, criminalidade violenta desce
- 25/08/2026 11:55
- Redação
A criminalidade geral aumentou 10,9% este ano na área do Comando Metropolitano do Porto, face ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados provisórios da Direção Nacional da PSP, facultados à agência Lusa.
A criminalidade violenta e grave diminuiu 8,4%, de acordo com a mesma fonte. Os crimes detetados pela proatividade policial (no âmbito da atividade quotidiana da própria polícia) representaram um aumento de 17,5%.
Na área do Comando Metropolitano de Lisboa, a criminalidade geral aumentou 2,9% e os crimes violentos e graves diminuíram 0,4%. "Os crimes de proatividade policial aumentaram em 7,2%", referiu a Direção Nacional em resposta a questões colocadas pela Lusa.
O Comando Distrital de Setúbal observou, por seu lado, uma diminuição da criminalidade, tanto geral (-7,4%) como violenta e grave (-13%).
As três maiores variações, dos crimes que causam maior alarme social, verificaram-se nos furtos por carteiristas, outros furtos em veículo motorizado e desobediência, segundo a mesma fonte.
A PSP afirmou ainda estar atenta aos casos que têm causado maior alarme social, acompanhando as situações tanto a nível local, como nacional, e direcionando o dispositivo para combater "fenómenos específicos que vão surgindo" e o sentimento de insegurança nas comunidades.
Direcionar o policiamento preventivo, reforçar o policiamento reativo com apoio de outras unidades e conduzir operações especiais de prevenção criminal, assim como ações de investigação, estão entre as medidas elencadas pela PSP.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou esta terça-feira que “chegou a hora” de o Governo concretizar a promessa de mais 200 agentes da PSP e 100 polícias municipais na capital, feita em maio.
“Este Governo prometeu-me 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum, prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum, portanto temos aqui uma promessa, esperamos que ela seja cumprida”, apontou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia que assinalou o Dia Municipal do Bombeiro, no Chiado.
Em causa está o anúncio feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em 12 de maio, de que o Governo vai reforçar os comandos metropolitanos da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto e de Lisboa com 200 novos agentes para cada uma destas estruturas, feito após uma reunião com os presidentes das autarquias de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte.
“Já falei com o senhor ministro da Administração Interna [Luís Neves], ele disse-me que ia avançar, mas continuamos aqui à espera e é essencial”, realçou Carlos Moedas, mais de três meses depois, vincando que “chegou a hora de concretizar essa promessa”.
O autarca salientou, no entanto, que esta é uma promessa que anteriores Governos não fizeram e que tem “a certeza” que vai ser cumprida.
O presidente da CML adiantou ainda que tem visto algum reforço policial na baixa lisboeta, anunciado pelo Ministério da Administração Interna após uma turista ter sido atingida por uma bala perdida após um desacato entre dois grupos que se dedicam à venda de louro prensado como se fosse droga, tendo um deles feito um disparo com uma arma de fogo.
“Não é com um reforço que vamos resolver a situação, a situação da segurança resolve-se com mais polícias permanentemente na rua”, defendeu Moedas.
O líder do executivo camarário reiterou que considera “inaceitável” que o autor do disparo não esteja na prisão, defendendo uma justiça “mais forte em relação a estes casos” e rejeitando qualquer interferência no poder judiciário.
“Precisamos de uma cidade com lei e ordem e essa lei e ordem depende de mais polícia, mas também depende de uma lei que seja firme na área da segurança”, frisou o autarca, adiantando que vai estar mais uma vez com o ministro Luís Neves esta semana e que na próxima semana vai ter lugar um Conselho Municipal de Segurança restrito, com a PSP e a Polícia Municipal, onde Moedas vai também participar.
Quanto às polémicas em que o ministro da Administração Interna tem estado envolvido, Carlos Moedas disse esperar que Luís Neves “esteja focalizado no necessário” e defendeu que o governante “tem de estar em funções”, lembrando a época de incêndios que se atravessa.