Certificados de Aforro atingem remuneração máxima em setembro
- 25/08/2026 13:43
- Redação
Quem subscrever Certificados de Aforro, produtos de poupança do Estado, em setembro deverá ter uma agradável surpresa. A remuneração deverá atingir o valor máximo da série em comercialização, 2,5%, empurrada pela sucessiva valorização da Euribor a 3 meses.
O governo reduziu o teto máximo da remuneração para a série F, caiu de 3,5% (na série E) para os atuais 2,5%. Este teto deverá ser alcançado no próximo mês.
A esta taxa base somam-se ainda prémios de permanência, que vão aumentando e são capitalizados a cada três meses. Começam nos 0,25%, entre o segundo e o quinto ano, passam para 0,5% do sexto ao nono, voltam a suplicar para 1% no décimo e décimo primeiro anos, atingem 1,5% no décimo segundo e décimo terceiro e terminam nos 1,75% nos últimos dois anos.
O investimento mínimo são 100 euros e no máximo cada aforrador pode aplicar 250 mil euros.
Neste momento, os portugueses têm mais de 43 mil milhões de euros investidos neste produto de poupança, que continua a ser mais atrativo do que os Certificados do Tesouro, mesmo depois de terem visto as condições de subscrição renovadas.
Os juros dos novos depósitos bancários voltaram a subir em junho, pelo quinto mês consecutivo, segundo dados de agosto do Banco de Portugal.
Ainda assim, a remuneração média dos depósitos, para quem abre novas contas, é de 1,55%. A esmagadora maioria dos novos depósitos, 96%, não vão além de um ano.
Na prática, os clientes não estão a receber pelo dinheiro depositado, porque os juros pagos são inferiores à inflação registada, que em junho se fixou em 3,2%.
Além disso, aos juros pagos ainda é preciso subtrair 28%, a taxa fiscal cobrada pelo Estado.