Dez músicas de Dolly Parton para a eternidade
- 25/08/2026 15:35
- Redação
Dolly Parton morreu esta terça-feira, aos 80 anos, depois de uma carreira que a levou da pobreza nas montanhas do Tennessee ao estatuto de uma das figuras mais reconhecidas da música norte-americana.
Ao longo de sete décadas, atravessou o country, a pop, o rock, o gospel e o bluegrass, lançou 49 álbuns de estúdio e escreveu cerca de 3000 canções. Neste dia, revisitamos dez.
A canção nasceu de uma memória da infância pobre de Dolly. A mãe fez-lhe um casaco com retalhos e, enquanto o cosia, contou-lhe a história bíblica de José e da túnica de muitas cores. Dolly levou-o orgulhosa para a escola, mas os colegas gozaram com ela. Anos depois, escreveu a canção sobre esse episódio, usando um recibo de limpeza a seco de um fato de Porter Wagoner por não ter papel à mão.
A inspiração veio do próprio casamento. Carl Dean descobriu que Dolly tivera relações antes de o conhecer e a cantora sentiu-se julgada pela reacção do marido. Parton transformou o episódio numa canção sobre o duplo padrão entre homens e mulheres.
Uma das histórias mais trágicas escritas por Parton. A canção acompanha uma adolescente grávida, rejeitada pela família e abandonada pelo pai da criança, que continua à espera que ele regresse.
Jolene nasceu da combinação de duas pessoas reais. A história foi inspirada por uma funcionária bancária ruiva que, segundo Parton, dava demasiada atenção ao marido, Carl Dean. O nome veio de uma jovem fã ruiva chamada Jolene que pediu um autógrafo à cantora. Dolly gostou do som do nome e guardou-o para a canção que se tornaria uma das mais famosas da carreira.
Parton escreveu-a para se despedir profissionalmente de Porter Wagoner, com quem trabalhava e de quem queria separar-se para seguir uma carreira a solo. Wagoner chorou quando Dolly lhe mostrou a música. "Jolene" e "I Will Always Love You" foram escritas num período muito próximo, embora Parton tenha dito não saber se nasceram realmente no mesmo dia. Décadas depois, Whitney Houston transformaria a canção num êxito mundial.
Uma declaração de amor às origens. Dolly regressa às memórias da infância nas Smoky Mountains e à vida familiar no Tennessee. A ligação autobiográfica estendeu-se ao próprio álbum: a capa mostra a casa onde a família Parton viveu durante parte da infância da cantora.
Ao contrário de grande parte dos seus clássicos, não foi escrita por Dolly. A canção é de Barry Mann e Cynthia Weil e tornou-se decisiva para a entrada da cantora no mercado pop.
A música nasceu durante as filmagens do primeiro filme de Dolly Parton, também chamado "9 to 5". Nos períodos de espera, a cantora começou a bater as unhas e percebeu que o som fazia lembrar uma máquina de escrever. As próprias unhas acabaram por servir de percussão na gravação.
A canção sobre horários, salários e chefias tornou-se um dos maiores hinos sobre a vida no trabalho.
O clássico dueto com Kenny Rogers foi escrito pelos irmãos Gibb, dos BeeGees, e não nasceu como uma canção country. Barry Gibb contou que tinha sido inicialmente pensado para Diana Ross. O título foi retirado de um romance de Ernest Hemingway. Chegou ao primeiro lugar do top nos Estados Unidos.
No início do século XXI, Dolly voltou às raízes acústicas. "Little Sparrow" surgiu depois da morte do pai da cantora e abre com cerca de 29 segundos cantados acappella.