Dois homens ficam em prisão preventiva após 35 furtos em cinco concelhos
- 26/08/2026 04:27
- Redação
Dois homens, de 47 e 51 anos, ficaram em prisão preventiva depois de serem detidos pela GNR por suspeita da prática de 35 crimes de furto em cinco concelhos dos distritos de Aveiro e Viseu.
A investigação, denominada operação “Rota Oculta”, foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Comando Territorial de Aveiro, em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santa Maria da Feira.
Em comunicado, a GNR esclarece que a operação começou em Vale de Cambra, mas acabou por abranger também os concelhos de Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Frades, sobretudo em zonas rurais e localidades isoladas.
Segundo a força de segurança, os suspeitos atuavam principalmente através de arrombamentos de residências e anexos, estabelecimentos comerciais e industriais, associações e outros edifícios. Entre os bens procurados estavam dinheiro, metais, ferramentas e equipamentos.
O Ministério Público deduziu acusação para julgamento em Tribunal Coletivo pela prática, em coautoria e em concurso efetivo, de 35 crimes de furto, qualificados e simples, consumados e tentados, além de outros ilícitos relacionados.
A investigação permitiu calcular em pelo menos 87.931,50 euros a vantagem patrimonial obtida através da atividade criminosa.
Durante as buscas realizadas no âmbito da operação, a GNR apreendeu cinco armas de fogo, três ciclomotores e uma viatura, além de objetos em ouro e cerca de 6.000 euros em dinheiro.
Os dois principais suspeitos foram presentes às autoridades judiciárias e ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, permanecendo atualmente nessa situação. Foram também constituídos arguidos outros indivíduos por suspeitas relacionadas com a atividade investigada.
A investigação teve ainda um impacto significativo na criminalidade das zonas onde os suspeitos alegadamente atuavam.
De acordo com a GNR, entre janeiro e abril de 2026 tinha sido registado um aumento de cerca de 60% das ocorrências nas áreas particularmente afetadas.
Após a detenção dos principais suspeitos e a aplicação da prisão preventiva, verificou-se uma redução de aproximadamente 81,25% dos crimes contra o património nessas mesmas zonas.
A GNR considera que o resultado demonstra o impacto preventivo da operação, sobretudo por se tratar de uma atividade criminosa que afetava comunidades rurais e localidades isoladas.
A operação “Rota Oculta” é apresentada pela força de segurança como um exemplo da importância da articulação entre a GNR e as autoridades judiciárias, permitindo relacionar crimes inicialmente dispersos, reunir prova e interromper uma alegada atividade criminosa reiterada.