"Não há futuro para Infantino na FIFA", diz presidente da European Leagues
- 26/08/2026 04:15
- Redação
O presidente da European Leagues, a associação dos campeonatos profissionais da Europa, defende que o tempo de Gianni Infantino à frente da FIFA chegou ao fim.
Schafer faz notar que "a influência de Infantino tem crescido de ano para ano" e que "decisões importantes são tomadas sem consulta significativa com acionistas que serão afetados". O suíço também critica a proposta falhada de abrir a exploração financeira das competições a investimento externo minoritário, assim como o Prémio da Paz atribuído a Donald Trump "sem qualquer conversa com o Conselho FIFA".
"A FIFA é uma associação que obedece à lei suíça e existem regras. O presidente e os diretores têm de cumprir os seus deveres com responsabilidade. Isto é um assunto legal. Se tomas tal decisão [a atribuição do Prémio da Paz ao Presidente dos Estados Unidos] sem sequer informar o Conselho, então, para mim, estás a quebrar a lei", assinala.
Outro ponto de contenção é a suspensão do castigo a Folarin Balogun no Mundial 2026. O ponta de lança dos EUA foi expulso diante da Bósnia e Herzegovina, no entanto, após intervenção assumida de Trump — que Infantino disse não ter tido qualquer influência —, pôde jogar frente à Bélgica, na eliminatória seguinte.
"Foi um verdadeiro escândalo. Não me lembro de uma intervenção política deste género em relação a um assunto desportivo. Tais ações colocam o jogo em causa", afirma Schafer, para quem este caso solidificou uma crença: "É por isso que não há futuro para Infantino na FIFA. Não pode haver."
O presidente da European Leagues está confiante de que os "rebeldes" que se insurgem contra Infantino serão capazes de encontrar um adversário capaz de derrotar o ítalo-suíço nas eleições da FIFA de 2027.
Acima de tudo, porém, sublinha que a FIFA "nunca" pode voltar a ter um presidente "tão poderoso" como Gianni Infantino, que, no seu entender, falhou logo à entrada para o cargo.
"Foram-nos prometidas reformas na FIFA depois das detenções no Baur au Lac em 2015 [queda do então presidente Sepp Blatter e outros oficiais da FIFA, por alegada corrupção], mas Gianni não cumpriu. Para nós, agora, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante e só podem acontecer com um novo presidente", declara Claudius Schafer.
A eleição do próximo presidente da FIFA está marcada para 18 de março de 2027, no Congresso da FIFA em Rabat, Marrocos.
Gianni Infantino, em busca da reeleição para um quarto mandato, tinha o apoio formal de mais de 200 das 211 federações-membro. No entanto, depois da controvérsia com a FIFA Forward Enterprise, algumas associações — Finlândia, País de Gales, Sérvia, Suécia, Grécia, Inglaterra, Noruega, Croácia, Albânia, Roménia, Irlanda, Nova Zelândia, Gibraltar e Jordânia — deram um passo atrás.