PJ detém estrangeiro com 12 quilos de cocaína no Aeroporto de Lisboa
- 26/08/2026 07:24
- Redação
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um cidadão estrangeiro, de 34 anos, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, na posse de cerca de 12 quilos de cocaína.
Em comunicado, a PJ indica que a detenção ocorreu no âmbito das ações de fiscalização e controlo realizadas no aeroporto, numa operação desenvolvida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, em colaboração com a Autoridade Tributária e Aduaneira.
De acordo com a nota, a droga encontrava-se dissimulada no interior da bagagem transportada pelo suspeito. A substância foi posteriormente submetida a exame, tendo sido confirmada como cocaína.
No decorrer da investigação, foram recolhidos indícios de que o homem poderá ter atuado como transportador de droga, vulgarmente designado por “mula”, “a mando de terceiros e integrado numa estrutura criminosa dedicada ao tráfico de droga”, explica a Polícia Judiciária.
Segundo o comunicado, este tipo de método é utilizado por organizações criminosas para facilitar a introdução de estupefacientes em diferentes países. As pessoas recrutadas para efetuar os transportes podem ser atraídas através de promessas de dinheiro, oportunidades de trabalho ou outros benefícios, podendo desconhecer inicialmente a verdadeira natureza da operação.
A PJ alerta ainda para os riscos associados ao transporte de bagagens, encomendas ou volumes pertencentes a terceiros, sobretudo quando o respetivo conteúdo não é integralmente conhecido.
“O facto de uma pessoa aceitar transportar uma bagagem a pedido de outra não a isenta de responsabilidade caso sejam encontrados estupefacientes ou outros bens ilícitos no seu interior”, salienta a polícia.
Os elementos recolhidos apontam para que a cocaína apreendida se destinasse à introdução e posterior distribuição em território nacional. A investigação continua para determinar a extensão da atividade criminosa e identificar os restantes intervenientes.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
A investigação prossegue com o objetivo de esclarecer integralmente os factos e identificar os responsáveis pelo recrutamento, organização e financiamento da operação, bem como outros eventuais envolvidos na cadeia de tráfico.