ZERO contra exploração mineira a céu aberto na região do Oeste
- 26/08/2026 15:56
- Redação
"Não tem em conta as indicações do Plano de Região Hidrográfica para aquela zona, que mostra que os aquíferos estão numa situação de redução de disponibilidade em relação às águas subterrâneas da zona. Há ainda que considerar que os impactos para as povoações próximas são significativos no que diz respeito ao ruído e à qualidade do ar", refere.
Francisco Ferreira sublinha que a avaliação do impacto do projeto na qualidade do ar encontra-se desatualizada face ao quadro legal que vigorará durante a maior parte da vida útil da exploração.
A Zero alerta, ainda, que existe uma habitação no interior da própria área de concessão, a cerca de 150 metros do núcleo de exploração mais próximo, onde estão previstas escavações a céu aberto até 46 metros de profundidade.
Por outro lado, a associação ambientalista deteta também como fragilidades no EIA "a avaliação meramente qualitativa dos impactes cumulativos face à densidade extrativa reconhecida na envolvente e a insuficiência do período de manutenção da recuperação paisagística".
A autarquia de Peniche e também o município vizinho de Óbidos dão parecer desfavorável a este projeto de exploração mineira de caulino e argila que está, atualmente, em consulta pública.
O projeto tem o nome de “Royal China Clay” e é pedido pela empresa de Viana do Castelo, Motamineral.