EUA aprovam medicamento inovador contra o cancro do pâncreas

EUA aprovam medicamento inovador contra o cancro do pâncreas

  • 26/08/2026 15:41
  • Redação

A agência do medicamento dos Estados Unidos (FDA) aprovou esta quarta-feira a comercialização do medicamento inovador Rasonque contra o cancro do pâncreas em estado avançado.

O fármaco dos laboratórios Revolution Medicines duplicou o tempo médio de vida dos doentes com doença avançada num grande ensaio clínico, oferecendo uma nova esperança às pessoas afetadas por esta doença mortal.

Trata-se de um comprimido destinado a adultos com cancro metastático que tenham recebido pelo menos um tratamento anterior com quimioterapia.

“É um avanço importante no tratamento do cancro do pâncreas. Depois de outros tratamentos já terem sido feitos com metástases. Não é um tratamento para fazer nas fases mais iniciais, é um tratamento para as fases mais avançadas e quando os doentes não responderam a outros tratamentos com quimioterapia padrão”, afirma o especialista.

Carlos Carvalho considera que o Rasonque é “mais um avanço” para um tumor em que “há poucos tratamentos eficazes”.

“É mais um avanço, não se pode considerar um milagre. Não vamos ter, infelizmente, a cura do cancro do pâncreas com este medicamento, mas é mais um medicamento importante, mais um tratamento, sobretudo num tumor em que há poucos tratamentos que sejam muito eficazes e que tem vindo a aumentar de forma exponencial nos países mais industrializados, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos”, sublinha.

O diretor da unidade multidisciplinar de cancro digestivo da Fundação Champalimaud acredita que o Rasonque também vai ser aprovado pela Agência Europeia para o Medicamento, “dentro de alguns meses”, o que é motivo de satisfação para doentes e oncologistas.

O tratamento já proporcionou a alguns doentes que tiveram acesso antecipado ao medicamento um alívio dos efeitos da quimioterapia.

Barbara Andes, de 88 anos, residente em Fullerton, na Califórnia, começou a tomar o medicamento em julho, depois de um ano de quimioterapia.

Segundo contou, o comprimido permitiu-lhe retomar as atividades habituais e provocou muito menos náuseas e fadiga. A aprovação deverá permitir que muitos mais doentes tenham acesso ao tratamento, acrescentou.

“Para os doentes e as famílias que enfrentam um cancro do pâncreas metastático, esta aprovação representa um avanço há muito aguardado e mais do que merecido”, afirmou Brian Wolpin, diretor do Hale Family Center for Pancreatic Cancer Research do Dana-Farber Cancer Institute.

  • Fonte: Rádio Renascença
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