Países da UE querem canalizar fundos congelados russos para apoiar Ucrânia
- 27/08/2026 00:45
- Redação
Os países da União Europeia estão a pressionar Bruxelas a retomar os esforços para utilizar ativos soberanos russos imobilizados para financiar a Ucrânia.
Em causa estão mais de 200 mil milhões de euros em ativos do banco central da Rússia, que serão utilizados para cobrir uma eventual crise de financiamento ucraniana.
De acordo com o jornal, o pedido será dirigido à Comissão Europeia através de uma carta redigida por uma coligação de países, incluindo a Suécia, os Países Baixos, a Espanha e a Polónia.
A Ucrânia tem pressionado a União Europeia para a utilização dos ativos russos congelados, ao abrigo das sanções impostas a Moscovo após o início da invasão em em fevereiro de 2022.
Atualmente, os lucros gerados pelos ativos russos retidos na Euroclear, central de depósito de títulos sediada em Bruxelas, que concentra a maior parte destes fundos, já servem para financiar um empréstimo de até 50 mil milhões de euros, acordado em 2024.
Em dezembro, os países da UE decidiram continuar a trabalhar na criação de um "empréstimo de reparações" baseado nos saldos de caixa associados aos ativos russos imobilizados.
Desde então, não foram divulgadas novas informações sobre o processo, levando vários países a pedir um relatório sobre os progressos alcançados, segundo fontes citadas pela imprensa.
A Bélgica travou o plano no ano passado, devido ao receio de poder ser responsabilizada pelo reembolso dos ativos caso a Rússia avance com processos judiciais.
De acordo com quatro pessoas a par do documento, citadas pelo Financial Times, o documento procura esclarecimentos sobre quaisquer progressos em quadros jurídicos e técnicos alternativos que possam contornar o veto da Bélgica.