Detido suspeito de dupla tentativa de homicídio com canivete em Lagoa
- 27/08/2026 08:42
- Redação
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 40 anos, suspeito de duas tentativas de homicídio qualificado e de detenção de arma proibida, na sequência de um episódio de violência ocorrido na madrugada de 25 de agosto, em Lagoa, no Algarve.
Segundo a PJ, os crimes terão ocorrido numa residência onde o suspeito vivia com as duas vítimas. A discussão terá começado por “motivos supostamente relacionados com credos religiosos”, envolvendo inicialmente um homem de 42 anos que partilhava a habitação e o mesmo espaço onde os dois pernoitavam.
Durante a altercação, o suspeito terá pegado num canivete com cerca de 10 centímetros de lâmina e desferido oito golpes na vítima, atingindo várias zonas do corpo.
De acordo com o comunicado da Polícia Judiciária, alguns dos ferimentos foram “potencialmente letais”, uma vez que atingiram o abdómen, o tórax — provocando uma perfuração pulmonar — e a zona cervical.
A agressão terá continuado depois de o suspeito se dirigir a outro quarto da residência, onde se encontrava um segundo homem, de 35 anos. Terá pontapeado a porta e proferido ameaças, levando a vítima a sair do quarto para perceber o que estava a acontecer.
Nesse momento, segundo o comunicado da PJ, o suspeito atingiu-o “inopinadamente” com a mesma arma branca na região esquerda do pescoço, provocando uma lesão na veia jugular interna.
Apesar da hemorragia abundante, a agressão não terá terminado. A vítima foi atingida com mais quatro golpes na região cervical e nos ombros.
As duas vítimas sobreviveram aos ferimentos devido à assistência médica prestada rapidamente, indica a PJ, acrescentando que ambas tiveram de ser submetidas a cirurgia urgente e internadas numa unidade de cuidados intensivos.
As diligências iniciadas imediatamente após os crimes permitiram, segundo a Polícia Judiciária, identificar o suspeito e recolher “prova robusta”, que acabou por conduzir à sua detenção.
O homem será agora presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.