Rui Borges: "Plantel está fechado, espero que não haja surpresas"

Rui Borges: "Plantel está fechado, espero que não haja surpresas"

  • 27/08/2026 07:54
  • Redação

Rui Borges considera que o plantel do Sporting está fechado, salvo potenciais surpresas, que espera que não haja. O caso de Luis Suárez continua a ser um "não assunto", sublinha o treinador leonino, que se foca apenas em ganhar ao Rio Ave, na jornada 3 da I Liga, na sexta-feira.

"À partida, [o plantel] está fechado. Há sempre surpresas, mas espero bem que não haja. Os jogadores do Sporting são sempre pretendidos, são grandes jogadores e fizeram grandes épocas. Mas em termos de jogadores para nós, está fechado", assume o técnico, esta quinta-feira, em conferência de imprensa de antevisão da partida em Vila do Conde.

Rui Borges comenta, ainda, as contratações de Nestory Irankunda, a quem já chama "Ness", Moncef Zekri e Kaique Pereira, prestes a ser oficializado, chuta para canto a conversa sobre Luis Suárez e recusa pronunciar-se sobre o alegado caso de indisciplina de Morten Hjulmand na temporada passada: "Não deixa de ser um grande profissional, foi sempre o nosso capitão. (...) Espero que tenha muita sorte no Atlético de Madrid."

Forte nos duelos, capacidade para ganhar bola longa. Dois alas rápidos e bons num um contra um. São muito agressivos no processo defensivo. É um campo difícil, oxalá não seremos condicionados pelo vento. Mudou pouco em relação à época passada. Sabemos bem das dificuldades que vamos ter amanhã. É uma equipa que perdeu em Barcelos mas reduzida a dez, que se bateu bem com o FC Porto. Uma equipa motivada e que já conhece a dinâmica do treinador. Temos de dar seguimento ao nosso crescimento.

Deixar uma palavra de boa sorte. Teve um grande comportamento ao longo deste tempo que esteve no Sporting, sempre exemplar, muito importante para o grupo. Apesar de não ter sido o guarda-redes titular, teve sempre um grande compromisso e capacidade de trabalho. Desejar a melhor sorte do mundo. Ele procura e quer jogar, e merece isso, faz bem procurar por isso. O Kaique é uma oportunidade que tivemos, olhávamos há algum tempo e achamos que terá um futuro muito bom.

É um miúdo que apesar da tenra idade já tem muitos jogos na I Liga em que estava inserido. Alguma capacidade técnica, de que gostamos muito. Alguma maturidade para a idade, até no diálogo. Vem super motivado, percebe para onde bem, percebe que vai crescer porque tem um dos melhores laterais-esquerdos do mundo na sua posição. Vemos-lhe um futuro muito grande, com uma maturidade acima da média.

Para mim é não assunto, esteve sempre esclarecido, está a treinar bem, está focado, está convocado para o jogo de amanhã. Falo com ele como com todos os outros.

Não incomoda nada, têm tido um comportamento excecional. Se quando fechar o mercado continuarem a ser jogadores do Sporting, com todo o gosto. Deram sempre tudo pelo Sporting, marcaram a história do clube. Estão à procura de novos desafios, por isso, por eles, gostaria que tivessem rapidamente a sua situação resolvida.

Fotis [Ioannidis] treinou toda a semana. Está apto e convocado para jogo. É só mesmo o [João] Simões e o [Salvador] Blopa e o Nuno Santos. São os três que estão no boletim.

Tem sido desafiante conhecê-lo mais pessoalmente no campo. Tem dado boas sensações, acredito mesmo que será um jogador importante ao longo da época, até pelas suas características. O Jesse [Derry] também tem vindo a crescer, a ter um melhor entendimento da equipa e da sua posição. Tem sido um desafio muito bom. Acima de tudo, estou muito feliz por vê-los crescer e que não só o "Ness" [Nestory Irankunda] como o Jesse, são miúdos que querem aprender rápido e rapidamente tornarem-se solução para o treinador e ajudar a equipa.

O Flávio não é um extremo de raiz, é mais de jogo interior que exterior. O Ness dá-nos as duas coisas. É potente, é mais extremo nato. Dá-nos jogo exterior, aceleração, jogo vertical, potência. O Flávio dá-nos um jogo mais pausado e associativo. Foi nesse entendimento que quisemos acrescentar coisas diferentes ao plantel, para essa posição.

À partida, está fechado. Há sempre surpresas, mas espero bem que não haja. Os jogadores do Sporting são sempre pretendidos, são grandes jogadores e fizeram grandes épocas. Mas em termos de jogadores para nós, está fechado.

Para mim, não falta. São jogadores, jogo diferente, dinâmica diferente. O futebol é isto, é a adaptação ao que nós queremos, dentro das dinâmicas e das características individuais que temos. Não dá um jogo tão pausado, mas se calhar dá mais objetividade em alguns momentos, que se calhar não tínhamos antes. Tudo isso é o crescimento que vamos tendo. Estou feliz com o meu plantel. Agora, sei bem o que são as dores de crescimento. Não me vou agarrar a isso, mas temos de ter aqui algum tempo. Doumbia vem da II Liga italiana, o Sergi vem do Bétis mas já não jogava a 6 e não era titular. O Flávio vem da equipa B. O Zalazar, sim, é um jogador mais maduro, mais habituado ao nosso futebol. Mas há aqui algumas adaptações, especialmente dos jogadores do corredor central. Vamo-nos adaptando às suas características. O Morita dava umas coisas, o Doumbia vai dar outras. O Morita tinha 30 anos, o Doumbia tem 21, 22. O crescimento vai acontecer ao longo do tempo. Não estou preocupado, faz parte do que temos e procuramos e entendemos ser melhor para esta época.

É um não assunto, continuará a ser um não assunto. Não deixa de ser um grande profissional, foi sempre o nosso capitão. É natural que o mercado mexa muito com os jogadores, não só no Sporting. Estou mais focado no Rio Ave e espero que o Morten tenha muita sorte no Atlético de Madrid, porque merece.

Acima de tudo, realçar os três anos de Sporting na Champions. Continuar o crescimento e a maturidade de nos manter-nos na Europa. Estamos lá e queremos bater-nos com os melhores.

É perceber o projeto Sporting. Não é de agora, é de sempre. Penso que anda à volta dos 21 anos e qualquer coisa. É uma equipa jovem. Perceber os contextos de que alguns vêm. Faz parte, para mim é desafiante. Vamos continuar a ser um Sporting forte. Com maiores ou menores dificuldades, vamos tê-la. Temos de perceber onde estamos, o clube que representamos, e mantermo-nos fiéis ao que tem sido o Sporting e ao crescimento do clube. O equilíbrio tem de existir, em termos financeiros e não só, mas nessa parte já não me meto. Tem muito a ver com o projeto: valorizar jovens e continuar competitivos, lutar por tudo independentemente da média de idades. Se estão aqui, é porque lhes é reconhecida qualidade. Temos de adaptá-los o mais rapidamente possível à exigência Sporting de lutar por tudo. Essa maturidade, têm de a ganhar. Têm é de a ganhar mais rapidamente. É super motivante e desafiante fazer crescer uma equipa nova, dentro da exigência de um campeão.

  • Fonte: Rádio Renascença
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