Elevador da Glória. Quase um ano depois, só estão concluídas 4 indemnizações
- 27/08/2026 09:24
- Redação
A poucos dias de se completar um ano do trágico acidente, num dos elevadores históricos de Lisboa, a seguradora da Carris revela que ainda só fechou os processos de indemnização relativos a 4 das 16 vítimas mortais.
Em comunicado, a Fidelidade explica que até esta quinta-feira “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente". Esta verba inclui os "acordos indemnizatórios já alcançados, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros”.
Além das indemnizações às famílias de 4 vítimas mortais, há sete processos em negociação, um outro está a ser resolvido em tribunal porque não foi possível "alcançar acordo", outro caso está a ser tratado como acidente de trabalho e será resolvido também judicialmente, para já está a ser paga uma pensão provisória à família. Nos restantes três casos ainda está a ser reunida documentação.
Sem comentar situações individuais nem adiantar informação clínica, a seguradora adianta apenas que ainda não estão reunidas as condições para apurar as indemnizações aos 24 feridos. Os valores a reembolsar só podem ser calculados quando o quadro clínico “estabilizar”, o que ainda não aconteceu em nenhuma dos casos.
O descarrilamento aconteceu a 3 de setembro do ano passado e fez 16 mortos e 24 feridos, de 15 nacionalidades.
A autarquia prometeu um novo sistema tecnológico para o Elevador da Glória, que não circula desde o acidente. A presidência de Carlos Moedas tem sido criticada pela oposição, pela falta de informação sobre este tema.