Instituto Progresso. O que é o novo movimento, que quer ser um “laboratório de políticas públicas"?

Instituto Progresso. O que é o novo movimento, que quer ser um “laboratório de políticas públicas"?

  • 27/08/2026 11:31
  • Redação

“O instituto é um do tank”, sublinha, criticando “contexto político altamente polarizado e dividido em partidos que falam infelizmente poucas vezes uns com os outros”

O Instituto Progresso quer manter-se como um “movimento apartidário”, mas entre as quase 200 personalidades que subscreveram o manifesto fundador encontramos nomes como os antigos deputados do PSD Adão Silva e Duarte Pacheco, o deputado do Livre Paulo Muacho ou o antigo ministro socialista Duarte Cordeiro. Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, também é um dos nomes que salta à vista.

O presidente do instituto explica que o projeto foi apresentado ao histórico líder de Oeiras e que é alguém, afirma, “com quem espero que trabalhemos na experimentação e na implementação de muitas destas políticas públicas a nível local”. “Este espaço de diálogo tem de estar aberto a qualquer pessoa que partilhe estes valores do progressismo”, refere ainda.

Miguel Costa Matos, deputado de 32 anos pelo PS, sublinha que o movimento “não é uma alternativa aos partidos” e “não visa ser uma espécie de ponte de diálogo parlamentar entre o PS e o PSD”. “Isto pretende sim ser um espaço de encontro para qualquer pessoa destes partidos e de outros que queiram conversar e trabalhar políticas públicas.

De facto, acho que é preciso que haja mais entendimentos sobre o mundo em que vivemos”, adverte, reforçando que temas como a crise da habitação, a reforma da justiça ou a inteligência artificial serão alguns dos pontos centrais num futuro próximo.

A comparação com o Instituto + Liberdade, fundado em 2021, entre outros nomes, pelo liberal Carlos Guimarães Pinto, é natural. Ainda assim, o líder do Instituto Progresso nega que se trate de uma luta entre movimentos com cariz ideológico distinto.

“Nós não nos situamos em oposição a outros think tanks. É evidente que nós olhamos para outras instituições na sociedade civil em Portugal e queremos aprender com aquilo que eles fazem bem. E queremos fazer diferente naquilo que nos caracteriza de forma diferente. O Instituto + Liberdade tem uma capacidade muito positiva de apresentar uma visão dos factos através de infografias. Como é evidente, nós temos a ambição de também poder contribuir para esclarecer o debate público. Temos também, por exemplo, a Fundação Francisco Manoel dos Santos que faz um trabalho muito meritório com os vários estudos e ensaios que publica”, diz Miguel Costa Matos.

  • Fonte: Rádio Renascença
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