Primeiro-ministro promete "tolerância democrática" para com a oposição que diz "muitos disparates"
- 27/08/2026 16:09
- Redação
A poucas semanas do início da discussão do Orçamento do Estado para 2027, um dos alunos da Universidade de Verão do PSD quis saber como é que o primeiro-ministro lida com a oposição. Luís Montenegro respondeu que tem “tolerância democrática”, mas que é preciso demonstrar à oposição “que está mal”.
Aliás, Montenegro garantiu que é preciso ter muita paciência, mas isso é o que não lhe falta para lidar com uma oposição que diz muitas “asneiras e disparates”.
“Mas nós somos muito pacientes com a oposição. A oposição diz muitas asneiras e muitos disparates, mas a oposição faz parte do sistema, nós temos consideração pela oposição e cá estaremos para nunca prejudicar aquilo que é mais importante do que os partidos e os líderes partidários dos partidos das oposições. E isso obriga-nos também a sermos tolerantes e pacientes”, disse o primeiro-ministro.
Montenegro voltou a lamentar o que chama de vários entendimentos entre PS e Chega no parlamento nos últimos anos e, sem se referir às negociações orçamentais, apelou à oposição para não reverter medidas tomadas pelo governo.
“É possível fazer oposição, apresentar alternativas sem invadir a esfera que é do Governo”, disse.
Durante uma hora e meia, Luís Montenegro respondeu às perguntas dos alunos da Universidade de Verão do PSD, que se realiza em Castelo de Vide, numa emissão em direto a partir da sede do PSD.
De camisa e mangas arregaçadas, Montenegro foi ainda questionado sobre os pedidos de demissão que a oposição vai pedindo a par e passo, e como respondia a esses pedidos.
A resposta é apenas uma, com trabalho: “Há aqueles que privilegiam o ataque. Há aqueles que dizem que está sempre tudo mal. A esses, nós respondemos com uma palavra. Trabalhar. Como é que nós vencemos o negativismo, o pessimismo daqueles que querem deixar tudo na mesma? Trabalhando. Como é que nós queremos mobilizar o país para podermos todos contribuir para o seu futuro? Trabalhando. É essa a solução. Tra-ba-lhar” rematou Montenegro retomando o Slogan da campanha – “Deixem o Luís Trabalhar”.