Sobe número de mortos no Nepal: 538
- 28/08/2026 00:37
- Redação
O balanço das vítimas das violentas inundações que atingiram o Nepal subiu para 538 mortos, segundo os dados mais recentes divulgados esta sexta-feira pelas autoridades nepalesas.
As cheias repentinas, provocadas por uma enorme quantidade de água, lama, gelo e detritos que desceram das zonas montanhosas dos Himalaias, devastaram várias localidades e provocaram graves danos em estradas, pontes, habitações e infraestruturas hidroelétricas.
As autoridades continuam as operações de busca e salvamento, numa altura em que mais de mil pessoas permanecem desaparecidas. Entre os desaparecidos estão cidadãos estrangeiros, incluindo três portugueses.
A situação mantém-se particularmente preocupante no distrito de Rasuwa, junto à fronteira com a China, onde um lago formado pela acumulação de detritos chegou a transbordar, obrigando à suspensão temporária das operações de resgate devido ao risco de novas inundações.
Entretanto, as equipas de emergência continuam a procurar sobreviventes e pessoas desaparecidas, enquanto as autoridades mantêm o alerta para a possibilidade de novos deslizamentos de terras e avalanches na região.
Dois dias depois do desastre, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nepalês admite não precisar de ajuda de outros países nas operações de busca e salvamento.
"A oferta de ajuda é natural. As nossas agências de segurança estão a realizar as operações de busca e salvamento. Por enquanto, não precisamos dessa ajuda", afirmou, esta sexta-feira, Lok Bahadur Chhetri, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela Reuters.
A China emitiu um alerta para o “elevado risco” de rutura, nos próximos três dias, de uma albufeira formada após o deslizamento de lama que deixou centenas de desaparecidos na quarta-feira no Tibete.
A albufeira formada perto de Gyirong, localidade fronteiriça com o Nepal, “apresenta um elevado risco de rutura e transbordamento, podendo provocar uma cheia significativa a jusante”, indicou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, na quinta-feira à noite.
A albufeira poderá atingir três milhões de metros cúbicos nos próximos três dias devido à chuva persistente, e uma eventual rutura poderá provocar novos danos, segundo a Xinhua.
O Ministério dos Recursos Hídricos chinês instruiu as autoridades locais a acompanharem de perto o volume de água e a precipitação e a identificarem as pessoas que vivem nas zonas suscetíveis de serem afetadas, acrescentou a agência.
O alerta foi emitido numa altura em que as equipas de resgate continuam na zona à procura de sobreviventes.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou, na quinta-feira, que há três cidadãos portugueses desaparecidos no Nepal e no Tibete, um homem e duas mulheres.
[notícia atualizada às 9h24 de 28 de agosto de 2026, para atualizar número de vítimas mortais]