Moedas diz que não está em guerra com o Governo, mas insiste num reforço da PSP em Lisboa
- 28/08/2026 11:28
- Redação
O tema do debate desta sexta-feira à tarde na Universidade de Verão do PSD é a habitação, mas o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que nos últimos dias têm exigido ao Governo o reforço de policiamento na cidade e o cumprimento de uma promessa, veio dizer que não está em guerra com o executivo nem com o ministro da Administração Interna, mas não pode baixar os braços.
“Eu não estou em guerra, nem com o Governo, nem com nenhum ministro, a minha guerra é só uma, é a segurança em Lisboa, é essa que é a minha guerra”, explicou Carlos Moedas, dizendo que nos últimos 15 anos a cidade perdeu cerca de dois mil polícias.
“Em 2010, Lisboa tinha oito mil polícias, hoje tem menos de seis mil, perdemos dois mil polícias e a população aumentou de 109 mil pessoas. Portanto, não nos faltam 200 polícias, faltam-nos dois mil polícias, essa é que é a realidade, e os números têm de ser ditos”, justificou Carlos Moedas.
O autarca conseguiu arrancar um forte aplauso quando voltou a falar da turista sueca alvejada na baixa de Lisboa: “Quando nós temos uma senhora que leva um tiro na baixa, e em que a pessoa que lhe dá o tiro ainda está em liberdade, algo vai mal no nosso país, algo vai mal”, disse Moedas, defendendo mesmo alterações à lei.
“Não podemos ter vendedores de droga falsa na baixa Lisboeta serem presos pela polícia e depois são libertados imediatamente, a lei tem que mudar porque nós não podemos ter uma cidade sem lei e ordem”, referiu o autarca da capital.
O vice-presidente do PSD lembrou que foi criticado quando, no passado, falou da questão da segurança, mas esta tarde contou que é abordado nas ruas pelos munícipes preocupados com o aumento dos assaltos, e que não pode ficar quieto e o PSD deve estar atento a este problema.
“A esquadra de Campo de Ourique fechou porque nós estamos a fazer obras e já assaltaram não sei quantos cafés, e eu peço desculpa, eu não posso como presidente da Câmara ficar calado, portanto nós temos de ter esta capacidade para o futuro, e é isso que o nosso partido representa, é olhar para aquilo que são as políticas públicas”, avisou Moedas.
Depois da reunião de quinta-feira na Câmara de Lisboa que juntou o autarca, o diretor nacional da PSP e o ministro da Administração Interna, Carlos Moedas volta a pressionar o Governo. No início desta semana, o autarca exigia ao Governo o cumprimento da promessa de reforçar o policiamento com mais 200 agentes da PSP e 100 para a polícia municipal.
“Este Governo prometeu-me 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum, prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum, portanto temos aqui uma promessa, esperamos que ela seja cumprida”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.