CIP reage com cautela à execução do "PRR a 100%" e quer "retorno de bem comum"

CIP reage com cautela à execução do "PRR a 100%" e quer "retorno de bem comum"

  • 28/08/2026 12:16
  • Redação

Os empresários respondem com cautela ao otimismo do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, que anunciou esta sexta-feira, a três dias de terminar o prazo, que o Plano de Recuperação e Resiliência será executado na totalidade.

“Nós queremos naturalmente acompanhar o otimismo do senhor ministro da Economia, mas neste momento ainda não é possível aferir o retorno da maior parte dos projetos”, diz o presidente da CIP.

Armindo Monteiro acrescenta ainda que não importa apenas avaliar o retorno económico, uma vez que o investimento se centrou na esfera pública “terá que haver retorno social, terá que haver retorno de interesse e de bem comum”.

Quanto aos particulares, o presidente da CIP lembra que “a parte do PRR que foi aplicado às empresas foi reduzida”, receberam uma pequena fatia dos cerca de 22 mil milhões que foram distribuídos no âmbito do PRR.

“Tivemos vários protestos que fizemos, bem sabemos que não foi decisão deste governo, mas este governo não alterou essa trajetória de ser sobretudo consumido na esfera pública”, alerta o presidente da CIP. “Naturalmente respeitamos a decisão, mas queremos agora perceber o que é que gerou esses investimentos que foram feitos”, acrescenta.

O Ministro da Economia sublinhou também hoje que o financiamento público vai ficar agora mais dependente do Orçamento do Estado, será necessário procurar fontes alternativas.

A CIP quer que fique claro o destino de cada euro. “É importante que as contas do Estado sejam claras, a despesa e o investimento”.

O Programa de Investimentos do Estado já teve um mapa próprio no Orçamento do Estado, “perdemos um pouco esta visão deste investimento público do Estado, por isso gostaríamos de ver no próximo orçamento um documento que identificasse bem quais são os investimentos do Estado, sejam eles financiados por verbas que nos chegam da Europa ou não”, refere Armindo Monteiro.

O prazo de execução do PRR termina na próxima segunda-feira, 31 de agosto. No entanto, muitos projetos só ficarão concluídos após esta data. Estão já contratados, por isso são considerados para a execução dos marcos e metas pelo executivo comunitário.

O 10.º e último pedido de pagamento será enviado a Bruxelas até 30 de setembro e o último desembolso está previsto para o final de dezembro.

  • Fonte: Rádio Renascença
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