Moção de censura: PSD desvaloriza, PS não comenta ameaça do Chega
- 28/08/2026 15:47
- Redação
O porta-voz social-democrata, Sebastião Bugalho, desvaloriza a ameaça de uma moção ao Governo na próxima terça-feira, 1 de setembro.
Questionado pelos jornalistas à margem da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Sebastião Bugalho considera difícil que o ultimato do Chega enfraqueça o Governo.
Já questionado se se trata de um ultimato ao primeiro-ministro, começou por remeter a questão para os proponentes, respondendo depois negativamente.
“Não vejo, e acho que ainda vamos ver todos de maneira diferente. O Dr. André Ventura é que tem que se estabilizar e dizer algo consistente sobre isso, não somos nós. Acho que as casas que estamos a entregar são muito mais importantes do que as ameaças do Dr. André Ventura e não tenho mais declarações a dar”, Sebastião Bugalho aos jornalistas, à saída da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, escusou-se a comentar o anúncio do Chega de que avançará com uma moção de censura caso o ministro da Administração Interna continue no Governo.
José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre o anuncio do Chega, em Alcoutim, no distrito de Faro, mas centrou a atenção na “Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça”, que na última semana o levou a percorrer vários pontos do país e termina hoje em Vila Real de Santo António.
“O meu comentário é à necessidade de o Governo avançar urgentemente com a ligação entre Alcoutim e Sanlúcar [de Guadiana, Espanha], fazendo a ponte entre esta zona raiana de Portugal e da Espanha”, respondeu ao ser questionado sobre uma eventual moção de censura do Chega.
Segundo o secretário-geral socialista, é isso que interessa às populações e “cria oportunidades” para a economia, a localização das empresas e a criação de postos de trabalho e os projetos de vida para as mais jovens gerações que se querem fixar no interior e no nordeste da serra algarvia, onde se localiza Alcoutim.