Berlim rejeita extorsão após ciberataque

Berlim rejeita extorsão após ciberataque

  • 28/08/2026 18:11
  • Redação

O governo da cidade de Berlim não se deixará extorquir na sequência de um ciberataque à sua rede, afirmou esta sexta-feira o presidente da câmara, Kai Wegner, numa declaração divulgada menos de um mês antes das eleições no estado-cidade.

Numa declaração conjunta, Wegner e a senadora do Interior de Berlim, Iris Spranger, afirmaram: “O estado de Berlim não se submeterá à extorsão”, sem avançarem mais pormenores.

A estação pública RBB noticiou na quinta-feira à noite que Berlim tinha recebido pedidos de resgate, de valor não especificado, na sequência do ataque.

As autoridades ainda não conseguiram fornecer detalhes sobre o conteúdo ou a dimensão dos dados afetados, uma vez que a extensão da intrusão continua a ser avaliada, afirmou Wegner, em conferência de imprensa.

Spranger garantiu que a infraestrutura eleitoral da cidade não foi afetada e que, segundo as autoridades de segurança, não foram comprometidos quaisquer dados relacionados com as eleições.

Berlim vai eleger um novo parlamento estadual a 20 de setembro. Wegner, um político conservador, anunciou em julho que não se recandidatará ao cargo de presidente da câmara.

Um grupo de piratas informáticos afirmou esta sexta-feira que vai colocar à venda na internet uma grande quantidade de dados roubados.

O grupo Rhysida, que, segundo investigadores, opera a partir da Rússia ou da Europa de Leste, afirmou no seu site ter roubado 5,79 terabytes de dados, incluindo 46.500 contratos, bem como emails, números de telefone, palavras-passe e informação classificada.

O grupo anunciou que vai leiloar os dados por um preço inicial de 30 bitcoins (77.622 dólares, cerca de 66 mil euros), dentro de pouco menos de sete dias.

No seu site, apresenta um cronómetro em contagem decrescente para o início do leilão.

  • Fonte: Rádio Renascença
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