Trump vai assumir controlo de um quinto das reservas de petróleo da Venezuela

Trump vai assumir controlo de um quinto das reservas de petróleo da Venezuela

  • 29/08/2026 06:10
  • Redação

Para o líder norte-americano, este é o "maior acordo petrolífero da história mundial" ao assumir o controlo de 65 mil milhões de barris sul-americanos.

"Esta transação histórica mais do que duplica as reservas americanas, sem qualquer custo para o contribuinte americano", gabou-se na sua rede social Truth Social na noite de quinta-feira.

Em reação, Rubio elogiou o acordo petrolífero assinado entre Washington e Caracas como "uma grande vitória tanto para o povo norte-americano como para o venezuelano".

O chefe da diplomacia norte-americana revelou ainda que o acordo vai atrair quase 100 mil milhões de dólares (86 mil milhões de euros) em investimentos privados para a Venezuela, "sustentará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia venezuelana".

A Presidente interina da Venezuela já confirmou e mostrou "profunda gratidão" a Trump pela "sua disponibilidade para desenvolver" uma aliança que descreveu como "um marco histórico nas relações bilaterais".

Com a guerra no Irão a decorrer há seis meses (e sem previsão de término), Trump prometeu que os preços da gasolina vão reduzir "substancialmente durante um longo período" perante os protestos e a pressão crescente da população.

As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.

O anúncio do acordo surge quase nove meses depois de as Forças Armadas norte-americanas, sob ordens de Trump, terem realizado uma operação para capturar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e levá-lo para os Estados Unidos para responder por acusações federais de narcoterrorismo e tráfico de droga.

A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.

  • Fonte: Rádio Renascença
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