Extrema-direita alemã pode conquistar primeiro governo regional na Saxónia-Anhalt
- 29/08/2026 08:51
- Redação
Caso as previsões se concretizem, o partido será o mais votado com 40% dos votos, o que corresponde quase ao dobro da percentagem obtida nas últimas eleições do estado federado alemão, em 2021.
Vivem 1,8 milhões de eleitores no estado alemão e as eleições estão marcadas para dia 6 de setembro.
A campanha para as eleições no estado federado alemão da Saxónia-Anhalt está a ser marcada pelos temas de economia, migração e segurança.
Na AfD em Saxónia-Anhalt, liderada por Ulrich Siegmund, a imigração e a segurança ocupam o centro do programa eleitoral.
O partido de extrema-direita defende uma política de asilo mais restritiva, maior controlo das fronteiras e deportações mais rápidas de pessoas sem direito de permanência. Na economia, propõe reduzir a burocracia e apoiar a indústria e as empresas regionais.
Com Sven Schulze como cabeça de lista, a CDU (centro-direita), a força política do atual chanceler centra as suas propostas no crescimento económico, segurança e formação profissional. Defende o reforço da polícia e da justiça, medidas para atrair empresas e trabalhadores e uma maior aposta na formação profissional para responder à falta de mão-de-obra.
Já o SPD, liderado por Armin Willingmann, privilegia questões sociais e laborais, com propostas para melhorar salários, reforçar os serviços públicos e investir na educação. O partido coloca também a saúde, os cuidados a idosos e a proteção social entre as prioridades para o estado.
A candidata principal do Die Linke, Eva von Angern, apresenta como prioridades o combate à pobreza, habitação acessível e serviços públicos. A formação da esquerda alemã defende maior investimento em escolas, transportes públicos e cuidados de saúde, sobretudo nas regiões rurais, e medidas para limitar o peso dos custos de habitação sobre as famílias.
Saxónia-Anhalt enfrenta uma forte transformação demográfica, marcada pelo envelhecimento e pela perda de população. Em 2025, o estado perdeu mais de 15 mil habitantes, mantendo uma tendência que se prolonga há décadas e é particularmente acentuada nas zonas rurais.