Nepal. Reconstrução pode ascender a "vários milhares milhões de dólares"

Nepal. Reconstrução pode ascender a "vários milhares milhões de dólares"

  • 29/08/2026 10:56
  • Redação

O chefe da diplomacia do Nepal, Shisir Khanal, apelou este sábado ao apoio da comunidade internacional para a reconstrução das áreas afetadas pela enxurrada de quarta-feira.

"A reconstrução e a reabilitação poderão talvez ser da ordem de vários milhares de milhões de dólares", declarou Khanal aos jornalistas três dias após a catástrofe que provocou mais de 600 mortos e quase 2.500 desaparecidos no país dos Himalaias.

"Vamos proceder a uma avaliação das perdas e dos danos e, em seguida, organizarmo-nos. Apelo ao apoio da comunidade internacional", acrescentou, citado pela agência francesa AFP.

Vários países e organizações internacionais já ofereceram ajuda financeira de emergência ao Nepal, cuja economia em dificuldades depende do turismo e, sobretudo, das remessas dos emigrantes nepaleses a trabalhar no estrangeiro.

Contudo, os apoios chegam de forma faseada e para valores até ao momento relativamente modestos.

A União Europeia (UE) anunciou uma ajuda de dois milhões de euros e o Reino Unido de cinco milhões de libras (5,8 milhões de euros, ao câmbio atual).

O Canadá disponibilizou cinco milhões de dólares canadianos (3,1 milhões de euros) "para apoiar os esforços de socorro de emergência no Nepal".

"Neste momento, a urgência continua a ser o socorro e salvar o máximo de vidas possível", prosseguiu o ministro.

"Fizemos um apelo aos amigos que nos possam fornecer ajuda específica", explicou, referindo que "foram descobertos centenas de corpos e existe o risco de decomposição".

"As nossas capacidades sanitárias para preservar estes corpos são limitadas", reconheceu Khanal.

"Também precisamos de meios médico-legais", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros nepalês, referindo-se em particular à identificação das vítimas através de amostras de ADN.

A enxurrada de água, gelo, lama, pedras e detritos que atingiu o Nepal e o Tibete na quarta-feira destruiu localidades e infraestruturas nos dois lados da fronteira, numa dimensão ainda por determinar.

Entre os estrangeiros incontactáveis há três portugueses, dos seis que tinham sido sinalizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, depois de terem sido localizados três.

No Tibete, o balanço também aumentou para sete mortos, pelo que o número de vítimas mortais apurado até agora nos dois lados da fronteira passou para 683.

A China também anunciou 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, mas sem especificar as nacionalidades.

  • Fonte: Rádio Renascença
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