Montenegro leva educação ao encerramento da Universidade de Verão do PSD

Montenegro leva educação ao encerramento da Universidade de Verão do PSD

  • 30/08/2026 03:31
  • Redação

A falha na correção dos exames nacionais, antes das férias, levou a oposição em peso a contestar o Governo e a falar em crise e caos na Educação. Durante quase duas semanas, o Governo esteve sob fogo cruzado dos partidos da oposição, dos professores e até das escolas, e o primeiro-ministro foi gerindo o silêncio.

Este domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, o primeiro-ministro vai falar sobre a Educação e prometeu novidades durante a sessão desta quinta-feira de respostas aos alunos.

“No domingo falo-vos das reformas da Educação, daquilo que estamos a fazer para termos uma qualificação maior dos nossos recursos humanos e, com isso, podemos ser um país mais atrativo, mais produtivo. Nós continuamos a valorizar aquilo que são o cumprimento das necessidades dos nossos concidadãos”, referiu o primeiro-ministro.

Montenegro, que já participou na Universidade de Verão na quinta-feira, esteve uma hora e meia, em direto, a partir da sede do PSD, em Lisboa, a responder às perguntas dos alunos.

A estratégia do Governo para a Segurança Social foi referida nessa tarde, com o primeiro-ministro a garantir que quer um acordo abrangente para avançar com essa reforma, que só vai avançar na próxima legislatura e que irá fazer parte do programa eleitoral com o qual se candidatará às próximas eleições legislativas.

Este ano, a Universidade de Verão contou com menos ministros, mas o secretário-geral do PSD abriu os trabalhos com uma declaração que gerou polémica: PS e Chega são muito parecidos, “navegam no populismo” e não estão preparados para governar.

Sobre Ventura: o país “não pode ser governado por demagogos, por pessoas cujo grande objetivo é dar três entrevistas por semana na televisão”.

E José Luís Carneiro: alguém que “não foi capaz de antecipar a crise migratória e desmantelou o SEF” não está pronto para governar.

Esta comparação foi contestada dias depois, ao jantar, por João Soares, que considerou “uma indecência” por parte de Hugo Soares.

O tema ainda iria voltar no discurso de Sebastião Bugalho, que manteve a estratégia de dizer que os dois partidos têm, por vezes, discursos semelhantes, “embora não sejam iguais”.

Mendes aproveita ainda para avisar que a Constituição “não é nenhuma força de bloqueio”, não deve ser alterada, mas, já que há essa intenção, deve ficar por mudanças cirúrgicas.

“Eu não acho que hoje seja necessária uma grande revisão constitucional. Nem acho sequer que seja uma prioridade. A Constituição não é hoje uma força de bloqueio”, disse Marques Mendes.

Os alunos da Universidade de Verão escutaram ainda Pedro Duarte e dois antigos dirigentes do CDS, Paulo Portas e Adolfo Mesquita Nunes, em duas aulas sobre as plataformas digitais, a desinformação, as redes sociais e a política internacional

  • Fonte: Rádio Renascença
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