Islândia rejeita em referendo entrada na União Europeia
- 30/08/2026 04:32
- Redação
O "agora ou nunca" proposto pela primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttin, caiu no perto da meia-noite de sábado num "não" com 52,5% dos votos, eliminando qualquer possibilidade de negociações com os 27.
A opositora islandesa acredita que a segurança da Islândia baseia-se na aliança com a NATO e num acordo bilateral de defesa com os Estados Unidos da América (EUA).
Em debate, a chefe do Governo islandês respondeu à opositora: a Islândia é "dona dos peixes no mar", garantindo que este negócio não ficaria em risco. Sobre a defesa do país, Frostadóttin disse que a Gronelândia continuaria a decidir o seu próprio futuro, sem por a Gronelândia em risco.
"No final do dia, nada será decidido que reduza ou afete a soberania da Gronelândia", esclareceu.
As ameaças de Trump tiveram um impacto muito particular na Islândia, cuja defesa é assegurada pelos Estados Unidos da América (EUA) e pela NATO, até porque, discursando no Fórum de Davos, no início do ano, o líder norte-americano enganou-se e por quatro vezes referiu-se à Gronelândia como Islândia.
Caso os cidadãos votassem a favor, a Islândia poderia aderir à UE antes de qualquer outro país candidato. No entanto, esta não é a primeira vez que o país se candidata para se juntar como Estado-membro.
Em julho de 2009, deu-se o primeiro pontapé para, no próximo ano, se iniciarem as primeiras discussões sobre o assunto. Em 2013, a Islândia suspendeu conversações e dois anos depois retirou a sua candidatura.