Montenegro anuncia a criação da Universidade de Bragança e Norte Interior e um novo regime de autonomia das escolas

Montenegro anuncia a criação da Universidade de Bragança e Norte Interior e um novo regime de autonomia das escolas

  • 30/08/2026 08:43
  • Redação

Para os últimos minutos deixou o anúncio de quatro medidas: a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior e a equiparação dos salários dos reitores dos politécnicos aos das universidades.

“Vamos equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores. E como disse há pouco, vamos criar uma nova universidade, a Universidade de Bragança e do Norte Interior, que vai ser o culminar do processo de transformação da Universidade Politécnica de Bragança”, anunciou Montenegro.

O primeiro-ministro não deu mais pormenores sobre este processo, no entanto, desde 1 de agosto que o Instituto Politécnico de Bragança passou a adotar oficialmente a designação de Universidade Politécnica de Bragança, o que a instituição considerou ser um “reconhecimento do estatuto alcançado pela instituição no ensino superior português e internacional”. Agora vai passar a ser a Universidade de Bragança e do Norte Interior.

Montenegro revelou ainda que o governo vai avançar com um novo regime de autonomia e governação das escolas que reforça os poderes do diretor.

“Nós vamos, nos próximos tempos, criar um novo regime de autonomia e governação das escolas, com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas e vamos também dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações”, disse.

O primeiro-ministro avisou que a reforma que o governo está a fazer no Ministério da Educação vai continuar e vai ser aprovada uma nova lei na área da Ciência e Inovação.

“Essa mudança vai continuar, com uma nova lei da ciência e inovação que vamos aprovar em breve, vamos mesmo criar um novo ecossistema em Portugal que possa ser uma referência na Europa e no mundo”, revelou o primeiro-ministro.

No encerramento da Universidade de Verão do PSD, Luís Montenegro dedicou o discurso em exclusivo à educação e, antes que a oposição critique o silêncio sobre algumas matérias, disse que “esta é a política que mais interessa às pessoas e ao país”.

“Eu já sei que muitos vão dizer, mal acabo de falar, que eu não falei do caso A, que não falei da situação B, nem da oposição C. Até prevejo que muitos dirão que fugi a falar disto ou daquilo. E eu acho que está tudo certo, podem dizer o que quiserem, isso é a democracia. Mas eu também disse o que quis e isso também é a democracia”, referiu o primeiro-ministro.

Luís Montenegro garantiu que todas estas mudanças vão melhorar não só a qualidade de ensino, mas também garantir uma maior exigência que permita a todos os estudantes terem uma oportunidade.

“Uma reforma que vai permitir reduzir a burocracia na vida dos professores, na vida dos diretores e na vida das famílias. Uma reforma que vai preparar melhor os alunos, com mais qualidade, mais exigência, para um futuro que nós queremos seja um futuro de grande sucesso. Uma reforma que vai permitir que todos tenham a sua oportunidade e que poderá levar a nossa sociedade, a nossa economia, a colher o benefício de irmos mais longe nas descobertas científicas”, rematou.

É neste âmbito que o governo decidiu avançar com a classificação digital dos exames nacionais que Montenegro reconheceu não ter corrido bem e lamentou “a perturbação que aconteceu durante algum tempo”.

Um mês depois o primeiro-ministro, que tinha até acusado os professores de terem sido parte do problema, quis deixar um agradecimento aos professores pelo empenho neste processo.

“Eu quero nesta ocasião agradecer a todos os diretores, a todos os professores, classificadores e relatores, aos técnicos, a toda a comunidade escolar cujo empenho foi de facto essencial para mantermos a tranquilidade e também acreditarmos que os bons resultados eram passíveis de ser alcançados. Obviamente também com a compreensão dos alunos e das suas famílias”, rematou o primeiro-ministro.

  • Fonte: Rádio Renascença
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