EUA atacam lançadores iranianos na ilha de Larak junto ao estreito de Ormuz
- 30/08/2026 17:09
- Redação
As forças dos Estados Unidos atacaram este domingo dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, segundo confirmou um responsável norte-americano à Reuters. Trata-se do primeiro ataque conhecido dos EUA contra território iraniano desde o final de julho.
“Posso confirmar que, hoje, as forças dos EUA atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, afirmou o responsável, acrescentando que elementos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) tinham sido observados a preparar o lançamento de foguetes equipados com minas marítimas em direção ao estreito de Ormuz.
O ataque surge numa altura de elevada tensão em torno de uma das principais rotas marítimas do mundo. Na semana passada, os Estados Unidos tinham concluído operações para remover minas das águas internacionais do estreito de Ormuz.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha avisado que qualquer navio ou embarcação que voltasse a colocar minas no estreito seria destruído.
A Guarda Revolucionária iraniana confirmou o ataque através dos meios de comunicação estatais e afirmou que vários militares e civis morreram ou ficaram feridos. O grupo prometeu ainda uma resposta ao ataque norte-americano.
A agência iraniana Tasnim, próxima do IRGC, avançou que o ataque terá sido realizado por um drone, embora os números de vítimas ainda não tenham sido oficialmente detalhados.
A Reuters noticia também que, este domingo, foi registada uma explosão nas proximidades da ilha de Larak, embora as autoridades iranianas não tenham inicialmente confirmado a causa.
O ataque representa uma nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irão, depois de semanas de relativa estabilização e de Washington ter ameaçado avançar com novas sanções contra países que apoiem Teerão.
Os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irão em fevereiro, desencadeando uma resposta iraniana contra Israel e países do Golfo que acolhem bases norte-americanas.
Segundo a Reuters, milhares de pessoas morreram e milhões foram deslocadas desde o início do conflito, enquanto 18 militares norte-americanos perderam a vida.