Cáritas mobiliza assistência para vítimas de inundações nos Himalaias
- 01/09/2026 07:36
- Redação
A Cáritas do Nepal iniciou a distribuição de refeições e bens de primeira necessidade a milhares de desalojados pelas cheias repentinas que atingiram o país na manhã de 26 de agosto, junto à fronteira com o Tibete.
“As equipas da Cáritas Nepal estão no terreno a responder ao impacto devastador das cheias repentinas e dos deslizamentos de terra em Rasuwa e nas zonas a jusante. As comunidades foram deslocadas, as habitações e as infraestruturas essenciais ficaram danificadas e o acesso às zonas mais afetadas continua a ser difícil”, informa a confederação internacional da Cáritas, em nota enviada à Agência ECCLESIA.
A água desceu pelo rio Bhote Koshi a partir do Tibete, devastando mercados, povoações e infraestruturas vitais nas zonas fronteiriças de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi.
Segundo a organização católica, “as prioridades imediatas incluem alimentos, água potável, abrigo de emergência, cobertores, colchões, produtos de higiene, iluminação e cuidados de saúde”.
“É também urgentemente necessária uma maior capacidade médica e de ambulâncias, bem como apoio psicossocial”, acrescenta o comunicado.
A possibilidade de novas inundações continua a ser motivo de preocupação, exigindo uma monitorização contínua, alertas precoces e preparação para as comunidades a jusante.
As autoridades nepalesas e chinesas contabilizaram mais de mil mortos e procuram ainda quase quatro mil desaparecidos, incluindo quatro cidadãos portugueses sinalizados pelo Governo em Lisboa.
A Cártias respondeu à emergência com a instalação de mais de meia centena de cozinhas comunitárias, assegurando a entrega imediata de provisões a 300 famílias afetadas para um período de 15 dias.
Uma parceria com a agência humanitária norte-americana ‘Catholic Relief Services’ canalizou um financiamento de 500 mil dólares para fornecer abrigos, kits de higiene e sistemas de iluminação solar a mil agregados familiares.
A intervenção da Igreja Católica incluiu o envio urgente de medicamentos avaliados em quase três mil euros para o posto de saúde de Gareni e prevê a transferência de apoio financeiro direto para 750 famílias gravemente vulneráveis.
A destruição das vias rodoviárias e da rede elétrica dificulta as operações de resgate nas comunidades isoladas, obrigando as equipas no terreno a monitorizar o risco constante de novas inundações.